As fortes chuvas que atingem a cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, já deixaram 16 mortos e cerca de 440 pessoas desabrigadas, segundo balanço das autoridades locais. Na madrugada desta terça-feira (24), o município decretou estado de calamidade pública, enquanto o Corpo de Bombeiros intensifica as buscas por ao menos 45 pessoas desaparecidas.
Diante da gravidade da situação, as aulas foram suspensas em toda a rede municipal de ensino. Equipes de resgate seguem mobilizadas em diversos pontos da cidade, especialmente em áreas de risco atingidas por deslizamentos e desabamentos.
O temporal começou no fim da tarde de segunda-feira (23) e, conforme a prefeitura, este já é o fevereiro mais chuvoso da história de Juiz de Fora, com acumulado de 584 milímetros — o dobro da média prevista para o mês. A previsão indica continuidade das chuvas, o que mantém o alerta para novos desastres, sobretudo por causa do relevo acidentado da região, marcado por morros, encostas e vales.
Um dos locais mais afetados é o bairro Parque Burnier, onde bombeiros procuram 17 desaparecidos, entre eles várias crianças. No local, nove pessoas foram resgatadas com vida, quatro morreram e ao menos 12 casas desabaram.
No bairro Cerâmica, duas residências também vieram abaixo, deixando cinco integrantes de uma mesma família soterrados. Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar e equipes municipais trabalham de forma integrada nas operações de resgate.
O transbordamento do Rio Paraibuna e de córregos agravou os danos urbanos. Pontes e o mergulhão que conectam bairros ao Centro foram interditados, enquanto quedas de árvores e alagamentos bloquearam diversas vias.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), informou que foram registradas pelo menos 20 ocorrências de soterramento. As vítimas resgatadas estão sendo encaminhadas ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), referência no atendimento de urgência da cidade.
Segundo o tenente Henrique Barcellos, do Corpo de Bombeiros, mais de 40 chamadas emergenciais foram registradas durante a madrugada, envolvendo moradores ilhados, vias bloqueadas e imóveis atingidos. Para reforçar os trabalhos, militares especializados em desastres ambientais e cães farejadores foram deslocados para a região.
Cidades vizinhas também registram mortes
Os impactos das chuvas se estenderam a municípios próximos. Em Ubá, o transbordamento do Ribeirão Ubá deixou a Avenida Beira Rio completamente alagada. A prefeitura confirmou seis mortes e informou que o volume de chuva chegou a 124 milímetros em apenas seis horas.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e Defesa Civil seguem contabilizando os prejuízos e prestando assistência às famílias atingidas.
Já em Matias Barbosa, a prefeitura decretou estado de calamidade pública após enchentes atingirem diversas áreas da cidade. A medida permite acelerar ações emergenciais e viabilizar o acesso a recursos federais para atendimento às vítimas.
As administrações municipais da região afirmam que permanecem mobilizadas para assistência humanitária e monitoramento das áreas de risco, enquanto novas atualizações devem ser divulgadas pelos canais oficiais.
Com informações do g1 Zona da Mata e TV Integração






