Comércio no São Francisco perde fôlego com insegurança e falta de vagas

Em toda a Avenida Castelo Branco, multiplicam-se pontos comerciais vazios e fluxo rarefeito de consumidores.
Comércio no São Francisco perde fôlego com insegurança e falta de estacionamento
A sensação de vulnerabilidade é recorrente entre lojistas na região do São Francisco (Foto: Wikimapia)

Porta arriada, placa de “aluga-se” e corredor de lojas esvaziado. É assim que empresários descrevem a Avenida Castelo Branco, no São Francisco, em São Luís, onde insegurança, confusão no trânsito e dificuldade para estacionar têm afastado clientes e empurrado negócios ao fechamento.

O retrato da avenida

Em toda a via, multiplicam-se pontos comerciais vazios e fluxo rarefeito de consumidores. A sensação de vulnerabilidade é recorrente entre lojistas.

“Já fui assaltada quatro vezes. Cada ataque é um recomeço”, relata a empresária Jucineide Cruz Vale.

Mobilidade que desmobiliza

Outro ponto sensível é a faixa exclusiva de ônibus junto às calçadas. Embora a restrição de parada seja das 6h às 9h (um lado) e das 18h às 20h (outro lado), comerciantes afirmam que falta sinalização clara e informação para o público — muitos clientes evitam parar mesmo fora dos horários proibidos.

“Quem tem loja na Castelo Branco sofre com falta de estacionamento. Sem carro, o cliente desiste — e o faturamento cai”, diz Jansen Santos, comerciante há mais de 20 anos no endereço.

Reação do setor

A Associação Comercial do Maranhão (ACM) reuniu cerca de 30 empresários do bairro. Na pauta, um diagnóstico conjunto e propostas que vão de redução tributária a ações de atração de público, como uma feirinha periódica.

“Agora é ouvir e mapear. A ACM vai produzir um levantamento técnico e, munida desses dados, buscar o poder público para encaminhar soluções”, afirma Antônio Gaspar, presidente da entidade.

O que os lojistas pedem

  • Reforço de policiamento e rondas regulares
  • Sinalização objetiva sobre horários da faixa de ônibus
  • Vagas rotativas de curta permanência para compras rápidas
  • Calendário de eventos de rua para reaquecer o fluxo

Próximos passos

A ACM promete apresentar o diagnóstico nas próximas semanas e agendar reuniões com órgãos de mobilidade, segurança e fazenda municipal. Lojistas defendem que medidas imediatas — como comunicação visual e presença policial — comecem antes mesmo das mudanças estruturais.