Porta arriada, placa de “aluga-se” e corredor de lojas esvaziado. É assim que empresários descrevem a Avenida Castelo Branco, no São Francisco, em São Luís, onde insegurança, confusão no trânsito e dificuldade para estacionar têm afastado clientes e empurrado negócios ao fechamento.
O retrato da avenida
Em toda a via, multiplicam-se pontos comerciais vazios e fluxo rarefeito de consumidores. A sensação de vulnerabilidade é recorrente entre lojistas.
“Já fui assaltada quatro vezes. Cada ataque é um recomeço”, relata a empresária Jucineide Cruz Vale.
Mobilidade que desmobiliza
Outro ponto sensível é a faixa exclusiva de ônibus junto às calçadas. Embora a restrição de parada seja das 6h às 9h (um lado) e das 18h às 20h (outro lado), comerciantes afirmam que falta sinalização clara e informação para o público — muitos clientes evitam parar mesmo fora dos horários proibidos.
“Quem tem loja na Castelo Branco sofre com falta de estacionamento. Sem carro, o cliente desiste — e o faturamento cai”, diz Jansen Santos, comerciante há mais de 20 anos no endereço.
Reação do setor
A Associação Comercial do Maranhão (ACM) reuniu cerca de 30 empresários do bairro. Na pauta, um diagnóstico conjunto e propostas que vão de redução tributária a ações de atração de público, como uma feirinha periódica.
“Agora é ouvir e mapear. A ACM vai produzir um levantamento técnico e, munida desses dados, buscar o poder público para encaminhar soluções”, afirma Antônio Gaspar, presidente da entidade.
O que os lojistas pedem
- Reforço de policiamento e rondas regulares
- Sinalização objetiva sobre horários da faixa de ônibus
- Vagas rotativas de curta permanência para compras rápidas
- Calendário de eventos de rua para reaquecer o fluxo
Próximos passos
A ACM promete apresentar o diagnóstico nas próximas semanas e agendar reuniões com órgãos de mobilidade, segurança e fazenda municipal. Lojistas defendem que medidas imediatas — como comunicação visual e presença policial — comecem antes mesmo das mudanças estruturais.






