Confiança do comércio registra primeira alta do ano

O avanço foi puxado, principalmente, pela melhora na percepção sobre as condições atuais da economia.
Comércio de São Luís tem autorização para abrir no feriado da Proclamação
Apesar da autorização, as empresas que optarem pela abertura devem respeitar as exigências trabalhistas (Foto: Divulgação)

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de São Luís voltou a apresentar crescimento em maio, registrando 110,4 pontos – uma alta de 1,4% em relação a abril. Essa é a primeira variação positiva do indicador em 2025, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

O avanço foi puxado, principalmente, pela melhora na percepção sobre as condições atuais da economia, especialmente entre pequenas empresas, cujo subíndice cresceu 3,5%. No entanto, grandes empresas registraram retração de 12,2% nessa mesma categoria. No agregado, o subíndice de Condições Atuais subiu 3,2%.

Mesmo com o desempenho positivo no mês, o ICEC ainda acumula queda de 3,5% na comparação com maio de 2024, reflexo de um cenário macroeconômico marcado por incertezas. A percepção negativa sobre a economia nacional segue influenciando o índice: o subíndice de Condições Atuais da Economia acumula queda de 11,5% em 12 meses e está em 61,6 pontos, o mais baixo entre os componentes analisados.

O subíndice de Expectativas avançou 1,6%, indicando sinais moderados de otimismo para o segundo semestre. Destaque para o setor de bens duráveis, com alta de 6,9%, influenciada por fatores sazonais e perspectiva de aumento na demanda. Já os segmentos de bens semi e não duráveis seguem com projeções mais negativas.

As perspectivas favoráveis para o mês de junho, impulsionadas por datas comemorativas como o São João, devem favorecer especialmente o setor varejista e de serviços na capital.

Por outro lado, o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) recuou 0,3% em maio, com queda na intenção de investir (-1,7%) e estabilidade na expectativa de contratação de pessoal. Apenas o setor de bens duráveis teve desempenho positivo neste quesito, com alta de 2,9%.

Já o índice que mede a Situação Atual dos Estoques cresceu 0,7%, impulsionado novamente pelas empresas de bens duráveis, que registraram alta de 8,2%. Em contrapartida, os segmentos de bens semi e não duráveis enfrentaram retrações de 11,1% e 1,7%, respectivamente.

Os dados indicam que, embora haja sinais pontuais de melhora no curto prazo, o empresariado ludovicense ainda adota uma postura cautelosa diante de um ambiente econômico instável.