Correios aprovam plano de reestruturação com fechamento de agências

Estratégia prevê empréstimo de até R$ 20 bilhões, redução de custos e metas para reequilibrar as contas em 2026.
Auditoria aponta falhas nos Correios e indica ajuste bilionário em balanço
Auditoria da CGU identifica falhas nos Correios e recomenda revisão do balanço de 2023 (Foto: Joédson Alves)

Os Correios aprovaram um amplo plano de reestruturação, que inclui medidas como um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), o fechamento de até 1 mil agências deficitárias e a venda de imóveis avaliados em até R$ 1,5 bilhão. A iniciativa integra o esforço da estatal para enfrentar o aumento dos custos operacionais e a queda de receitas registrada nos últimos anos.

O plano prevê ainda um empréstimo de até R$ 20 bilhões até o fim de novembro. Com esse pacote, a empresa espera reduzir o déficit financeiro ao longo de 2025, retomar o equilíbrio em 2026 e voltar a registrar lucro já em 2027. As medidas foram aprovadas pelo Conselho de Administração na quarta-feira (19).

Segundo a estatal, o redesenho estratégico foi elaborado após análises aprofundadas da situação financeira e do modelo de negócios. A reestruturação está organizada em três fases: recuperação financeira, consolidação e crescimento.


Medidas previstas no plano de reestruturação

Entre as principais ações anunciadas estão:

  • Novo Programa de Demissão Voluntária (PDV);
  • Redução dos custos com plano de saúde dos empregados;
  • Modernização do modelo operacional e da infraestrutura tecnológica;
  • Fechamento de até 1 mil agências deficitárias;
  • Venda de imóveis para arrecadar até R$ 1,5 bilhão;
  • Expansão no e-commerce e parcerias estratégicas;
  • Possibilidade de fusões, aquisições e reorganizações societárias.

Apesar da redução da rede física, os Correios afirmam que o novo modelo reforça o compromisso com a universalização dos serviços postais, garantindo atendimento mesmo em regiões remotas ou de difícil acesso.


Histórico recente e impacto do PDV

Após fechar 2024 com prejuízo de R$ 2,6 bilhões, a estatal já havia lançado um pacote emergencial que incluía outro PDV, redução da jornada de trabalho para seis horas diárias em setores administrativos, suspensão temporária das férias de 2025 e o fim do trabalho remoto.

A última edição do PDV teve adesão de 3,5 mil empregados, gerando economia anual de cerca de R$ 750 milhões.


Uma das maiores estruturas logísticas do país

Presente em 5.568 municípios, além do Distrito Federal e de Fernando de Noronha, os Correios mantêm:

  • mais de 10 mil agências de atendimento,
  • cerca de 8 mil unidades operacionais,
  • 23 mil veículos,
  • e 80 mil empregados diretos.

Além de serviços postais e de encomendas, a estatal cumpre missões estratégicas, como:

  • entrega de livros didáticos às escolas públicas;
  • distribuição das provas do Enem em todo o país;
  • transporte de urnas eletrônicas;
  • apoio logístico em situações de emergência, como enchentes e tornados.

O plano aprovado busca preservar essa função pública essencial enquanto moderniza a empresa para permanecer competitiva no mercado atual.

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Com informações da Agência Brasil