A Polícia Civil do Maranhão procura o padrasto de Maria Ísis, 5 anos, morta na quinta-feira (26) em Trizidela do Vale, a 280 km de São Luís. A criança chegou ao Hospital Municipal com múltiplas lesões e indícios de violência sexual justamente no dia em que completava aniversário. Ela não resistiu aos ferimentos.
Como o caso chegou ao hospital
Segundo a Polícia Militar de Pedreiras, o próprio padrasto, identificado inicialmente apenas como Bruno, levou a menina ao pronto-socorro por volta das 9h, afirmou que a mãe “viria logo depois” e saiu sem se identificar. Funcionários relataram que o homem deixou o local apressado. Minutos depois, a equipe médica constatou a gravidade dos ferimentos que a criança apresentava:
- traumatismo na região da cabeça;
- hematomas recentes e cicatrizes antigas em várias partes do corpo;
- sinais compatíveis com abuso sexual.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Timon para exame de necropsia, que deverá confirmar a causa exata da morte.
Linha de investigação
De acordo com levantamentos preliminares, o suspeito vivia com a mãe de Maria Ísis há cerca de sete meses. Testemunhas disseram à polícia que a menina já apresentava marcas suspeitas em outras ocasiões, o que reforça a hipótese de agressões recorrentes.
A mãe foi conduzida à Delegacia Regional de Pedreiras para depoimento; a polícia informou que ela estava em casa no momento em que a filha sofreu a agressão. Após ser ouvida, foi liberada, mas segue à disposição da investigação.
Busca pelo suspeito
Equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar de Trizidela do Vale e Pedreiras formaram força-tarefa para tentar localizar o padrasto, que permanece foragido. Moradores de comunidades vizinhas também foram mobilizados para auxiliar nas buscas.
A Delegacia Regional solicitou à Justiça mandado de prisão preventiva e divulgou canais para denúncias anônimas. Quem tiver informações pode ligar para o Disque-Denúncia (181) ou para o 190 da PM.
Próximos passos da investigação:
- Resultado do exame pericial do IML sobre abuso sexual e causa da morte.
- Análise de laudos médicos anteriores, caso existam, para verificar histórico de agressões.
- Oitiva de vizinhos e familiares que possam confirmar episódios prévios de maus-tratos.
A polícia reforça que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito será tratada em sigilo.






