Um jovem foi sequestrado ao chegar em casa após sair da universidade, na manhã de quarta-feira (14), em Lago da Pedra, no Médio Mearim maranhense. Segundo a Polícia Militar, um dos criminosos usava uma farda da Polícia Civil e apresentava um distintivo para simular uma abordagem policial.
A vítima, filho de um gerente do Banco do Brasil, foi obrigada a transferir R$ 19.351 via Pix e teve uma aliança roubada. Depois, acabou libertada nas proximidades de Poção de Pedras, sob ameaças de morte e cobrança de mais dinheiro.
Abordagem ocorreu na chegada à residência
Conforme o boletim de ocorrência, o crime começou por volta das 10h27. O homem que se apresentava como policial apontou uma pistola para o jovem, alegou que ele possuía “coisas erradas” e exigiu que o acompanhasse.
Diante da recusa, dois homens armados forçaram a vítima a entrar em um Toyota Corolla preto. O motorista, segundo o relato, vestia uma blusa com capuz vermelho.
O grupo seguiu inicialmente em direção a Lago do Junco. Durante o percurso, os criminosos ameaçaram o jovem, proibiram que acionasse a polícia e ordenaram que abrisse os aplicativos bancários.
Transferência foi feita durante o trajeto
Na sequência, os sequestradores tomaram o sentido de Poção de Pedras. Ao alcançar uma área com sinal de celular, obrigaram a vítima a acessar suas contas.
Após identificarem saldo disponível no Banco do Brasil, exigiram o Pix de R$ 19.351 para uma conta empresarial indicada por eles.
Mesmo depois da transferência, o grupo cobrou R$ 500 mil e afirmou que a libertação dependeria do pagamento. O jovem disse não dispor da quantia e, diante das ameaças, respondeu que tentaria conseguir o dinheiro.
Os criminosos passaram então a exigir R$ 100 mil para o dia seguinte e disseram que voltariam a entrar em contato. A vítima foi deixada em uma área após Poção de Pedras.
Polícia montou barreiras na região
Após tomar conhecimento do caso, a Polícia Militar instalou barreiras nas principais vias de entrada e saída dos municípios da região. As equipes também realizaram buscas para localizar o Corolla e identificar os envolvidos.
Até o momento, não há informações sobre prisões ou identificação dos suspeitos.






