Dados parciais de 2026 apontam 366 casos de sífilis congênita no Maranhão

Outubro Verde mobiliza municípios do Maranhão contra a doença
Dados parciais de 2026 apontam 366 casos de sífilis congênita no Maranhão
Campanha Outubro Verde reúne ações contra a sífilis no Maranhão (Foto: Divulgação)

Ampliar o diagnóstico da sífilis e evitar que a infecção seja transmitida da gestante para o bebê são os principais objetivos da campanha Outubro Verde no Maranhão. Organizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), a iniciativa reúne atividades em serviços de saúde, instituições de ensino e unidades prisionais durante este mês.

A mobilização ocorre diante de um cenário que exige atenção ao acompanhamento das gestantes. Conforme dados parciais do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), divulgados pela SES, o estado contabilizou 1.723 casos de sífilis em gestantes e 366 de sífilis congênita em 2026.

A abertura oficial da campanha será realizada em 14 de outubro, com um webinário sobre prevenção e o contexto epidemiológico da infecção. A atividade será voltada a profissionais de saúde e entidades parceiras.

Programação nas maternidades e nos municípios

Entre as unidades que receberão rodas de conversa estão o Hospital Regional Materno Infantil Benedito Leite, a Maternidade Nossa Senhora da Penha e a Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (Macma).

A agenda também prevê capacitações, apresentações no Conselho Estadual de Saúde e visitas técnicas do Ministério da Saúde a Paço do Lumiar. No município, as atividades estão relacionadas ao processo de certificação da eliminação da transmissão vertical da infecção.

O encerramento está marcado para 30 de outubro, em São Luís, com o V Workshop Estadual de Prevenção das Sífilis. O encontro discutirá estratégias de diagnóstico, tratamento e prevenção, além de apresentar experiências desenvolvidas no estado.

Diagnóstico e tratamento na rede pública

Segundo a SES, a Atenção Primária à Saúde é a principal porta de entrada para a testagem e o tratamento da sífilis nos municípios maranhenses. Outros serviços da rede também oferecem atendimento.

A chefe da Coordenação de Atenção às IST/Aids e Hepatites Virais da secretaria, Jocélia Frazão de Matos, destaca que a parceria sexual também deve realizar o teste e, quando necessário, receber tratamento. Esse cuidado ajuda a prevenir uma nova infecção na gestante e a proteger o bebê.

A sífilis tem cura, e o tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico pode ser feito com teste rápido nas unidades de saúde, com resultado em até 30 minutos.

Durante a gravidez, a infecção pode provocar aborto, parto prematuro e complicações graves para o recém-nascido. Por isso, a campanha reforça a importância do pré-natal, da testagem e do início do tratamento assim que a doença for identificada. As gestantes podem buscar acompanhamento na Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa.