Edifício Santa Luzia segue vazio, e famílias ainda aguardam uma solução em São Luís

Antigos moradores cobram uma resposta, enquanto vizinhos relatam insegurança no entorno
Edifício Santa Luzia segue vazio, e famílias ainda aguardam uma solução em São Luís
Edifício Santa Luzia segue vazio, e famílias ainda aguardam uma solução em São Luís (Foto: Reprodução)

O Edifício Santa Luzia foi esvaziado por ordem judicial, mas a saída das 133 famílias não encerrou o problema. No bairro São Francisco, em São Luís, o imóvel permanece fechado, à espera de uma definição entre reforma e demolição. Para quem morava ali, falta uma solução habitacional definitiva. Para quem vive nas proximidades, o prédio abandonado passou a ser motivo de preocupação.

A desocupação foi determinada após análises técnicas apontarem riscos estruturais, de incêndio e falhas nas instalações. A decisão estabeleceu prazo de três anos para a recuperação do edifício, caso a obra seja considerada técnica e financeiramente viável. Se isso não ocorrer, a estrutura deverá ser demolida.

Ex-moradores dizem que continuam sem saber qual será o destino do imóvel. Maria Iranice Silva, uma das pessoas retiradas do prédio, afirma que a mudança dispersou famílias e rompeu vínculos construídos no local. Ela também relata que o tempo para deixar o apartamento dificultou a retirada de todos os pertences.

Na vizinhança, as queixas se concentram nas condições do entorno. Moradores relatam mato, entulho, sinais de depredação e possíveis invasões. Paulo Tinoco, que vive perto do edifício, afirma que a rua ficou mais insegura depois da desocupação e cobra providências do poder público.

Em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh) informou que todas as famílias foram incluídas no aluguel social, no valor de R$ 400 mensais. A pasta afirma que o prédio está lacrado, recebe vistorias periódicas e conta com apoio da segurança pública para impedir ocupações irregulares. Segundo a Prefeitura, a decisão sobre reforma ou demolição aguarda o laudo da perícia de engenharia.

A Defensoria Pública do Maranhão informou que acompanha cerca de 30 famílias do edifício, que seguem recebendo o benefício. O órgão pediu à Justiça que o pagamento seja mantido até a oferta de uma solução habitacional definitiva. Também solicitou medidas para que o município possa estudar intervenções no imóvel e eliminar os riscos. A Defensoria diz que vai apurar relatos de furtos e saques nos apartamentos para avaliar possíveis medidas judiciais.