Um empresário foi preso no início da tarde desta segunda-feira (2), na zona Norte de Teresina, suspeito de aplicar golpes contra clientes da própria loja de refrigeração automotiva. A prisão foi realizada por equipes do 2º Distrito Policial, após a Justiça decretar a prisão preventiva do investigado.
De acordo com a Polícia Civil do Piauí, o suspeito, identificado como Ricardo de Araújo Sobrinho, conhecido como “Ricardinho”, é investigado por receber veículos para conserto do sistema de ar-condicionado, exigir o pagamento antecipado de 50% do valor do serviço e, posteriormente, não devolver os automóveis aos proprietários.
Entre as vítimas estariam um advogado e um oficial de Justiça.
Esquema e denúncias
Conforme as investigações, os clientes procuravam a loja, localizada na Avenida Santos Dumont, no bairro Aeroporto, para realizar reparos nos veículos. Após o pagamento parcial antecipado, os carros não eram entregues no prazo combinado e, segundo relatos, chegavam a desaparecer do estabelecimento.
Com o avanço das denúncias, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do empresário, que foi decretada pela Justiça. Ele foi preso no próprio local de trabalho.
O investigador Humberto, do 2º Distrito Policial, informou que o suspeito já havia sido intimado diversas vezes para prestar esclarecimentos, mas não compareceu.
“O delegado o intimou por várias vezes e ele nunca atendeu, sempre fazendo pouco caso. Diante disso, foi representada a prisão preventiva, e a Justiça prontamente atendeu”, relatou.
Segundo a polícia, o investigado também teria demonstrado comportamento considerado arisco em abordagens anteriores.
Defesa nega acusações
Em entrevista após a prisão ao site Meio News, do Piauí, Ricardo de Araújo Sobrinho negou envolvimento em qualquer crime. Ele afirmou que não vendia veículos e que as situações apontadas como desaparecimento seriam apenas problemas mecânicos.
“Não existe isso não. E o que existe? Nada, não existe”, declarou ao ser questionado sobre o suposto sumiço dos carros. Sobre o motivo da prisão, disse que só se manifestará “à frente, à Justiça”.
Ainda segundo o empresário, os casos relatados pelas vítimas seriam questões técnicas relacionadas aos serviços prestados. “São por conta mecânica, nada demais não. Muita mecânica”, afirmou.
O suspeito permanece à disposição do Judiciário, enquanto a Polícia Civil segue com as investigações para apurar o número total de vítimas e a extensão do suposto esquema.






