O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na noite deste sábado (21) uma ofensiva militar contra três instalações nucleares iranianas — Fordow, Natanz e Esfahan. A operação, segundo o republicano, foi “bem-sucedida” e marca uma escalada significativa no conflito entre Irã e Israel que se intensificou nos últimos dias.
De acordo com o próprio Trump, os ataques ocorreram por volta das 20h50 (horário de Brasília) e envolveram o uso de seis bombas de destruição de bunkers lançadas sobre Fordow, considerada a principal instalação nuclear subterrânea do Irã. Já as bases de Esfahan e Natanz foram atingidas com 30 mísseis Tomahawk. A informação foi divulgada inicialmente pela emissora Fox News.
As aeronaves utilizadas na operação, segundo a Reuters, foram bombardeiros B-2 Spirit — equipamentos de alta capacidade bélica, próprios para ataques de precisão contra alvos fortemente protegidos. Após o bombardeio, Trump afirmou que todas as aeronaves deixaram o espaço aéreo iraniano e retornaram em segurança.
Repercussão e ameaças
Logo após a ofensiva, o Irã confirmou os ataques, classificando-os como ações de “bombardeiros aéreos inimigos”. Um comentarista da TV estatal iraniana declarou que “todo cidadão ou militar americano na região passa a ser um alvo legítimo”.
Em publicação em sua rede Truth Social, Trump escreveu:
“Fordow se foi. Concluímos com muito sucesso nosso ataque aos três locais nucleares no Irã. Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Agora é hora de paz.”
O presidente norte-americano também afirmou ter conversado com o premiê israelense Benjamin Netanyahu logo após a operação. Israel e Irã vêm travando uma guerra indireta nos últimos dias, com ataques e contra-ataques que incluíram mísseis contra Tel Aviv, Haifa e Jerusalém.
Escalada e contexto
A ação dos EUA acontece após meses de tensão crescente entre Washington e Teerã. Em fevereiro, Trump anunciou a retomada da política de “pressão máxima” contra o Irã, endurecendo sanções e deixando clara a possibilidade de uma intervenção direta. Na última terça-feira (17), ele já havia declarado que os EUA “tinham o controle do céu do Irã” e sugerido conhecer o paradeiro do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Em entrevista recente, Trump indicou que tomaria uma decisão sobre uma eventual entrada no conflito no prazo de duas semanas. A ofensiva deste sábado antecipa esse movimento e muda o rumo da crise no Oriente Médio, com o envolvimento direto da maior potência militar do planeta.
Especialistas já alertavam que os Estados Unidos são, atualmente, os únicos com poder militar suficiente para comprometer de forma concreta o programa nuclear iraniano.
Uma declaração oficial da Casa Branca com mais detalhes está prevista para as 23h (horário de Brasília). Enquanto isso, o mundo observa com atenção os desdobramentos do ataque — e os possíveis movimentos de retaliação do regime iraniano.
Com informações de Rafaela Zem






