A gestão de um condomínio no Guarujá, no litoral de São Paulo, está no centro de uma disputa judicial. A ex-síndica do prédio, afastada do cargo em agosto, é acusada de ter desviado mais de R$ 1,6 milhão em parceria com um empresário responsável por serviços contratados pela administração.
As suspeitas começaram em 2023, quando moradores identificaram pagamentos feitos para a conta pessoal do empresário antes mesmo da formalização de contratos. Segundo a advogada Fernanda Escanuella, que representa o condomínio, os documentos apresentados nas assembleias teriam servido para dar aparência de legalidade a gastos já realizados.
Assembleia e auditoria
Após decisão judicial que garantiu o direito de reunião dos condôminos, uma assembleia em 9 de agosto votou pela destituição da síndica. Na sequência, uma auditoria independente teria confirmado irregularidades na prestação de contas, apontando que a maior parte da arrecadação mensal estaria sendo direcionada a favorecimento pessoal.
Defesas rebatem
A advogada Roberta Modena Pegoretti, que representa a ex-síndica, afirmou que os atos de gestão sempre foram aprovados em assembleias e classificou as acusações como “levianas e sem respaldo fático”.
Já o empresário envolvido alegou que sua empresa não foi citada no inquérito e que os contratos contestados foram aprovados pelos moradores em reuniões regulares. Em comunicado, destacou que a troca na administração não anula os compromissos firmados e que há documentos reunidos para contestar o que chamou de “tentativa de desqualificação”.
O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura possível prática de estelionato. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que diligências estão em andamento.






