Falta de pagamento leva rodoviários da 1001 a suspender circulação de ônibus

Paralisação começou ainda na sexta-feira à noite em São Luís e afeta diversos bairros da capital.
Greve dos rodoviários chega ao terceiro dia com ônibus parados na Grande São Luís
Greve completa três dias na Grande São Luís, apesar de liminar da Justiça do Trabalho que exige circulação parcial (Foto: Reprodução)

Os rodoviários da empresa 1001 paralisaram novamente as atividades e os ônibus não circulam no início deste sábado (24) em São Luís. A suspensão do serviço ocorre por atrasos no pagamento de salários e benefícios, afetando moradores de diversos bairros da capital que dependem do transporte coletivo.

Ainda na noite de sexta-feira (23), os trabalhadores começaram a recolher os veículos mais cedo, o que já provocou transtornos aos passageiros, especialmente aqueles que utilizam os ônibus no retorno para casa após o expediente. Com a paralisação mantida neste sábado, linhas inteiras seguem fora de operação.

Segundo os rodoviários, a empresa está em débito com o pagamento do décimo terceiro salário, do tíquete-alimentação referente ao mês de dezembro e do adiantamento salarial de janeiro, que deveria ter sido creditado no último dia 20. Até o momento, não há previsão para a normalização do serviço, nem posicionamento oficial da empresa 1001 sobre os valores pendentes.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, informou que participa de reuniões na manhã deste sábado, em busca de uma solução para o impasse. Ele ressaltou que a paralisação é resultado da falta de resposta efetiva por parte da empresa às reivindicações da categoria.

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Bairros afetados

A interrupção das atividades da 1001 impacta diretamente moradores dos seguintes bairros e regiões de São Luís:

  • Ribeira
  • Viola Kiola
  • Vila Itamar
  • Tibiri
  • Cohatrac
  • Parque Jair
  • Parque Vitória
  • Alto do Turu
  • Vila Lobão
  • Vila Isabel Cafeteira
  • Vila Esperança
  • Pedra Caída
  • Recanto Verde
  • Forquilha
  • Ipem Turu

Negociações e risco de paralisação geral

O impasse ocorre em meio às negociações da Convenção Coletiva de Trabalho de 2026. Em novembro de 2025, o sindicato dos rodoviários encaminhou a proposta ao Sindicato das Empresas de Transporte (SET). Desde o início deste ano, reuniões vêm sendo realizadas, mas, segundo a entidade sindical, nenhuma contraproposta concreta foi apresentada pela patronal.

De acordo com Marcelo Brito, a única sugestão feita pelas empresas foi a criação de convenções separadas para trabalhadores do sistema urbano e do semiurbano, proposta que foi rejeitada pelo sindicato por não atender aos interesses da categoria.

O presidente do sindicato alertou ainda que o prazo para conclusão das negociações está se encerrando e que, caso não haja avanço, os trabalhadores avaliam como alternativa a paralisação total do sistema de transporte público na Grande São Luís, o que pode ampliar ainda mais os transtornos à população nos próximos dias.