Família cobra respostas seis meses após morte de grávida atropelada em Timon

Parentes pedem que a Polícia Civil intensifique as buscas pelo motorista que fugiu.
Família cobra respostas seis meses após morte de grávida atropelada em Timon
Cassandra da Silva Lima foi atropelada e morta por um motorista não identificado até o momento (Foto: Divulgação)

Quase seis meses depois do grave acidente que tirou a vida de Cassandra da Silva Lima, de 26 anos, grávida de sete meses, o motorista responsável pela colisão na BR-316, em Timon (MA), ainda não foi localizado. A ausência de respostas aprofunda o sofrimento da família, que pede às autoridades uma investigação mais intensa para que o caso não caia no esquecimento.

Cassandra estava em uma motocicleta com o irmão e a filha quando foi atingida por um carro que entrou repentinamente na rodovia. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), assim como o bebê que esperava.


Dinâmica do acidente e investigação lenta

O acidente ocorreu no fim da tarde de 1º de junho de 2025, quando o motorista, que desrespeitou a preferência, avançou para a pista e colidiu diretamente com a motocicleta. O impacto deixou Cassandra em estado gravíssimo, além de ferir o irmão e a filha, que sobreviveram.

A família só conseguiu acesso às imagens das câmeras de monitoramento quatro meses após o acidente. O vídeo, porém, não revela a placa do veículo, dificultando a identificação do condutor. Parentes acreditam que ele poderia estar sob efeito de álcool.


Dor, revolta e pedido por justiça

A sogra de Cassandra, Ana Cláudia Nunes, relata abandono e descaso com a situação:

“Fizeram pouco caso dela. Era uma pessoa simples, sem dinheiro. Se fosse alguém da família deles, já teriam encontrado. Eu tenho fé que ainda vamos achar o indivíduo que fez isso com ela.”

Em tom emocionado, ela relembra que a colisão matou Cassandra e o bebê, e quase tirou a vida das outras duas pessoas na moto.

“Duas vidas ele tirou. Quase foram quatro. Hoje meu netinho era pra estar com três meses. Quero pedir ajuda para encontrar esse indivíduo. Ele fez isso com a minha nora e pode fazer com outras pessoas também.”


Caso segue em aberto

A Polícia Civil do Maranhão segue à procura dp responsável pela colisão, e não divulgou novos detalhes sobre o andamento da investigação. Enquanto isso, a família insiste para que o caso não seja tratado como mais um acidente sem solução.

A esperança é que novas diligências permitam identificar o motorista e garantir justiça para Cassandra, seu bebê e todos os parentes que ainda lutam para transformar dor em resposta.

Com informações do Meio News