Feirantes bloqueiam avenida e protestam contra fechamento do Mercado Central

Comerciantes cobram mais prazo para transferência ao novo Mercado da Cidade e criticam estrutura oferecida pela Prefeitura.
Feirantes bloqueiam avenida e protestam contra fechamento do Mercado Central
Feirantes interditam a Avenida Guaxenduba, em São Luís (Foto: Reprodução)

Feirantes do tradicional Mercado Central de São Luís realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (11), interditando a Avenida Guaxenduba, na área central da capital. Pneus foram queimados durante a manifestação, que reivindica a reabertura do antigo prédio ou a ampliação do prazo para transferência das atividades ao novo espaço disponibilizado pelo município.

Segundo os comerciantes, a decisão da Prefeitura de fechar o mercado foi executada com prazo considerado insuficiente para a organização da mudança. Eles afirmam que a adaptação ao novo Mercado da Cidade, inaugurado em novembro de 2025 na Avenida Vitorino Freire, ainda enfrenta problemas estruturais e logísticos.

Produtos estariam se deteriorando

De acordo com os manifestantes, parte das mercadorias — como carnes, peixes, frangos e hortaliças — permanece dentro do antigo mercado, que teria sido fechado e trancado pelo poder público. Os feirantes alegam que os produtos estão se deteriorando, gerando prejuízo financeiro à categoria.

Os trabalhadores também relatam que buscaram diálogo com a secretaria municipal responsável, mas afirmam não terem conseguido agenda para discutir alternativas ou negociar o cronograma da mudança.

Trânsito afetado e ação dos Bombeiros

O bloqueio da via provocou congestionamentos na região central da cidade. O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas dos pneus incendiados durante o ato.

Novo espaço

A Prefeitura informou, na época da inauguração, que o Mercado da Cidade possui quatro galpões e capacidade para receber aproximadamente 450 feirantes durante o período de reforma e modernização do antigo Mercado Central. O novo equipamento conta com boxes comerciais, praça de alimentação, sanitários e cerca de 300 vagas de estacionamento.

A gestão municipal ainda não se pronunciou oficialmente sobre as reivindicações apresentadas durante o protesto desta quarta-feira.