O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), acendeu um sinal de alerta para o avanço antecipado da influenza A no Brasil. Segundo o levantamento, há um volume incomum de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) relacionadas ao vírus para esta época do ano.
Especialistas destacam que o crescimento ocorre antes do período tradicional de maior circulação, geralmente registrado no outono e inverno. Os dados analisados correspondem à Semana Epidemiológica 10, entre 8 e 14 de março, ainda antes do início oficial do outono, o que reforça a preocupação com a antecipação da curva de casos.
Diante do cenário, a vacinação surge como principal estratégia para evitar quadros graves e mortes. A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, destaca que a imunização contra a influenza A começa no dia 28 de março para grupos prioritários. Além disso, já está disponível a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes.
O Ministério da Saúde definiu três estratégias nacionais de vacinação para 2026, com foco na ampliação da cobertura vacinal e na redução de doenças imunopreveníveis. A campanha contra a gripe será realizada entre 28 de março e 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, com o Dia D marcado para a abertura da ação.
Regiões em alerta
O boletim aponta que 20 estados apresentam níveis de SRAG classificados entre alerta, risco ou alto risco. Entre eles estão Maranhão, Bahia, Pará, Amazonas, Ceará, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Nas capitais, 18 das 27 cidades também registram cenário preocupante, com tendência de crescimento dos casos no longo prazo. Entre elas estão São Luís, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília e Belo Horizonte.
Circulação de vírus respiratórios
Ao longo de 2026, o país já contabiliza mais de 20,3 mil casos de SRAG, sendo que 37% tiveram resultado positivo para vírus respiratórios. O rinovírus lidera a detecção, seguido pela influenza A e pela covid-19.
- Rinovírus: 41,9%
- Influenza A: 21,8%
- Covid-19: 14,7%
- VSR: 13,4%
- Influenza B: 1,5%
Óbitos e impacto
Em relação às mortes, a covid-19 ainda lidera como principal causa entre os vírus respiratórios, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.
- Covid-19: 37,3%
- Influenza A: 28,6%
- Rinovírus: 21,8%
- VSR: 4,5%
- Influenza B: 2,5%
O cenário reforça a necessidade de atenção redobrada por parte da população e das autoridades de saúde, especialmente com a proximidade das estações mais críticas para doenças respiratórias.
Com informações do Brasil 61






