Forças de segurança procuram “Léo Gordinho” após rompimento de tornozeleira no Maranhão

Condenado a 17 anos, criminoso havia recebido autorização para saída temporária até 13 de outubro
Forças de segurança procuram “Léo Gordinho” após rompimento de tornozeleira no Maranhão
Forças de segurança procuram Léo Gordinho após rompimento de tornozeleira eletrônica (Foto: Divulgação)

As forças de segurança estão à procura de Leonardo Oliveira da Costa, conhecido como “Léo Gordinho”, após o rompimento de sua tornozeleira eletrônica na manhã desta sexta-feira (9). Ele estava em saída temporária autorizada pela Justiça entre os dias 7 e 13 de outubro, período que inclui o feriado do Dia das Crianças.

Leonardo cumpria pena de 17 anos por crimes como porte ilegal de arma e participação em organização criminosa. Antes da autorização para deixar a unidade, estava na Unidade Prisional de Ressocialização de Segurança Máxima (UPMAX), em São Luís.

A decisão judicial, assinada em 28 de setembro, concedeu a progressão para o regime semiaberto e autorizou duas saídas temporárias: a atual e outra prevista para o período de 23 a 29 de dezembro.

Entre as condições impostas estavam o uso da tornozeleira eletrônica, a permanência no Maranhão e o recolhimento em casa até as 20h. Com o rompimento do equipamento, as equipes de segurança foram mobilizadas para localizá-lo. As informações disponíveis não detalham onde o dispositivo foi rompido nem o andamento das buscas.

Histórico inclui prisões no Piauí, Maranhão e Ceará

Leonardo tem um histórico de prisões e investigações em diferentes estados. Em março de 2017, foi preso sob suspeita de comandar o sequestro de uma tesoureira do Banco do Brasil, em Teresina, ocorrido no mês anterior.

Os dois filhos e o namorado da funcionária também foram mantidos em cárcere privado. Enquanto os familiares permaneciam como reféns, a tesoureira foi levada à agência e obrigada a sacar dinheiro. As vítimas foram libertadas sem ferimentos.

Em outubro de 2017, Leonardo recebeu uma decisão de soltura da Justiça do Maranhão, mas voltou a receber voz de prisão ainda no presídio de Timon, por responder a outros crimes no Piauí.

Investigado por ataques a ônibus e outros crimes

Em 2019, a Polícia Civil apontou a suspeita de participação de Leonardo e de um adolescente nos incêndios de dois ônibus em Teresina, registrados em março. No mês seguinte, ele foi preso durante a Operação Ignis, que investigava os ataques.

Uma nova prisão ocorreu em abril de 2023, quando era investigado por tráfico de drogas, homicídios e roubos a instituições financeiras no Piauí e no Maranhão. Na ocasião, havia deixado o sistema penitenciário cerca de um mês antes e utilizava tornozeleira eletrônica. A prisão preventiva foi solicitada pelo Ministério Público.

Em 8 de setembro de 2024, Leonardo foi capturado em Aquiraz, no Ceará, em uma operação conjunta das forças de segurança cearenses e piauienses. Naquele momento, havia três mandados de prisão em aberto contra ele.

A mobilização atual busca localizar o preso após o descumprimento da condição de monitoramento eletrônico durante a saída temporária.