O Google, pertencente à Alphabet, informou que não buscará mais formalmente melhorar a diversidade de sua força de trabalho, segundo informações do site Bloomberg.
A decisão, comunicada aos funcionários nesta quarta-feira (5), marca um recuo das iniciativas de diversidade no Vale do Silício, uma tendência que começou com a administração do presidente dos EUA, Donald Trump.
Revisão de programas
Em nota aos funcionários, a empresa afirmou que está revisando seus programas e que não terá mais “metas ambiciosas” relacionadas à representação.
“Estamos comprometidos em criar um ambiente de trabalho onde todos os nossos funcionários possam ter sucesso e ter oportunidades iguais”, disse um porta-voz do Google.
Mudanças e pressões legais
A mudança ocorre após Trump ter manifestado a intenção de erradicar as iniciativas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) em corporações e no serviço público federal.
Empresas como Amazon.com, Meta e Walmart também revisaram seus programas de DEI nos últimos meses, em resposta às pressões legais e políticas.
A Alphabet enfrenta uma proposta de acionista anti-DEI do estado de Oklahoma, que busca acabar com a DEI na América corporativa. Além disso, as empresas estão se ajustando à proibição de ações afirmativas nas admissões universitárias, determinada pela Suprema Corte em 2023.
Impacto no Vale do Silício
A decisão do Google é destacada no Vale do Silício, conhecido por seus ideais liberais. Recentemente, a empresa também retirou uma passagem de seus princípios de inteligência artificial que prometia evitar o uso de IA em aplicações potencialmente prejudiciais, como armas.
Com informações do Bloomberg






