O governador do Maranhão, Carlos Brandão, anunciou neste domingo (10) que Samara Regina, de 19 anos, vítima de agressões e tortura em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, receberá apoio integral do Governo do Estado. Grávida de seis meses, a jovem também será contratada para atuar como recepcionista na estrutura do governo estadual.
O anúncio foi feito em vídeo divulgado nas redes sociais. Segundo Brandão, Samara terá acompanhamento psicológico, assistência social e suporte jurídico para enfrentar as consequências físicas e emocionais do caso, que ganhou grande repercussão no Maranhão nos últimos dias.
“Ela vai receber todo o apoio necessário para reconstruir a vida com dignidade, segurança e respeito”, afirmou o governador.
A jovem teria sido vítima de uma sequência de agressões praticadas pela empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, após suspeitas de furto de um anel avaliado em R$ 5 mil.
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O caso ganhou repercussão após a divulgação de áudios atribuídos à empresária, nos quais ela descreve agressões físicas, humilhações e sessões de violência contra a trabalhadora doméstica dentro da residência onde a vítima trabalhava.
Segundo a Polícia Civil, o Instituto de Criminalística confirmou compatibilidade total entre a voz presente nos áudios e a voz de Carolina Sthela. A perícia foi solicitada após a empresária negar inicialmente a autoria das gravações durante depoimento.

Nos trechos divulgados pela investigação, a empresária relata tapas, murros e outras formas de violência praticadas contra Samara Regina.
Carolina Sthela segue presa após audiência realizada na 2ª Central das Garantias da Comarca da Ilha de São Luís. Ela é investigada pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria.
O policial militar Michael Bruno Lopes Santos também é apontado como suspeito de participação nas agressões. Em depoimento, ele admitiu envolvimento no caso, embora tenha afirmado que a maior parte das agressões teria sido cometida pela empresária.
Além dele, outros quatro policiais militares passaram a ser investigados após a divulgação de áudios em que Carolina afirma que não foi levada à delegacia por conhecer um dos agentes que atenderam a ocorrência.
A investigação também apura a fuga do casal para o Piauí. Neste sábado (9), a Polícia Civil apreendeu um carro e uma motocicleta deixados em frente à residência da empresária. Segundo os investigadores, os veículos estavam sem placas e teriam sido abandonados antes da saída do casal do Maranhão.
Os automóveis foram recolhidos para perícia e podem ajudar na reconstrução da rota de fuga e na coleta de novas provas relacionadas ao caso.
A defesa de Carolina Sthela ainda deve solicitar prisão domiciliar, alegando questões de saúde, uma suposta gravidez e a necessidade de cuidados com o filho.






