Governo federal prevê 40 leilões e inclui Porto do Itaqui entre ativos estratégicos

Planejamento amplia carteira de concessões e aposta em portos, aeroportos e hidrovia para atrair investimentos privados.
Governo Federal renova por mais 25 anos a gestão do Porto do Itaqui pela Emap
Governo Federal renova por mais 25 anos a gestão do Porto do Itaqui pela Emap (Foto: Divugação)

O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou a intenção de realizar 40 leilões de ativos de infraestrutura em 2026, envolvendo aeroportos, terminais portuários e uma hidrovia. O número representa um crescimento significativo em relação a 2025 e faz parte da estratégia do governo federal para ampliar a participação da iniciativa privada em setores considerados essenciais para a logística e o desenvolvimento econômico do país.

Do total previsto, 18 leilões serão de terminais portuários, distribuídos por todas as regiões do Brasil. No Nordeste, o Porto do Itaqui aparece entre os principais destaques da carteira, com a inclusão do terminal IQI16 no planejamento oficial.

Reconhecido como um dos portos públicos mais relevantes do país, o Itaqui exerce papel estratégico na exportação de grãos, combustíveis e cargas gerais, além de integrar o Arco Norte, rota logística que vem ganhando importância no escoamento da produção nacional. A presença do porto maranhense no pacote de concessões sinaliza o interesse do governo em elevar a eficiência operacional do complexo, atrair novos investimentos e fortalecer sua capacidade logística.

A expectativa é que o leilão do terminal contribua para a modernização da infraestrutura, ampliação do fluxo de cargas e aumento da competitividade, consolidando o Itaqui como referência no sistema portuário brasileiro. Além dele, o planejamento inclui outros portos do Nordeste, como Suape, Salvador, Recife, Natal e Fortaleza, além de grandes complexos das regiões Sul, Sudeste e Norte, como Santos, Itajaí, Vila do Conde e Santana.

O plano também prevê a concessão de canais de acesso em determinados portos, medida que busca ampliar a segurança da navegação e permitir a operação de embarcações de maior porte. No conjunto, o governo aposta nas concessões como ferramenta para destravar investimentos, reduzir gargalos logísticos e dar maior dinamismo à matriz de transporte nacional, com atenção especial a ativos estratégicos como o Porto do Itaqui, em razão de sua localização e relevância para a economia brasileira.