Grande Ilha pode enfrentar nova greve de ônibus após atraso de salários

Rodoviários, por meio do Sindicato, denunciam falta de pagamento do mês passado e da primeira parcela do 13º.
Ônibus urbanos seguem fora de circulação em São Luís, mesmo após decisão judicial
Decisão do TRT-MA determinou fim da greve, mas ônibus urbanos seguem nas garagens (Foto: Divulgação)

Menos de um mês após o fim da última greve que deixou milhares de usuários sem ônibus por quase duas semanas, a Grande São Luís pode enfrentar uma nova paralisação no transporte coletivo. O alerta foi feito pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, na tarde dessa terça-feira (9), após empresas do sistema não efetuarem os salários referentes ao mês passado — que deveriam ter sido pagos desde o dia 5. Segundo o sindicato, algumas empresas ainda não quitaram sequer a primeira parcela do 13º salário.

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Em vídeo divulgado nas redes sociais, Marcelo Brito afirmou que, caso os pagamentos não sejam regularizados imediatamente, medidas mais duras serão adotadas, indicando a possibilidade de uma nova greve geral no transporte público da capital.


Crise se repete menos de 30 dias após a última greve

A ameaça ocorre menos de 30 dias após o fim da paralisação dos trabalhadores da empresa 1001, que afetou parte significativa da frota de São Luís e terminou somente em 26 de novembro. Na ocasião, motoristas e cobradores cruzaram os braços por causa do atraso de salários, benefícios e pendências com funcionários demitidos.

A greve só foi suspensa após a Prefeitura de São Luís ser obrigada pela Justiça do Trabalho a liberar o subsídio ao Sindicato das Empresas de Transporte (SET), conforme determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16). Com a liberação do recurso, as empresas tiveram prazo de 12 horas para regularizar os pagamentos e colocar os ônibus novamente em circulação.


Usuários enfrentam impactos e questionam gestão do sistema

Durante a última paralisação, moradores de mais de 30 bairros enfrentaram esperas prolongadas, frota reduzida, superlotação nos horários de pico e aumento na demanda por aplicativos de transporte. Os custos desse atendimento complementar foram assumidos pela Prefeitura, que demorou a repassar integralmente os subsídios, prolongando a greve e pressionando ainda mais os cofres públicos.

O Sindicato dos Rodoviários afirma que a categoria está esgotada com os atrasos recorrentes e que o sistema só evitará nova paralisação se as empresas cumprirem imediatamente suas obrigações salariais.