Greve de trabalhadores da limpeza pode afetar Hospital da Criança e Socorrão II

Paralisação por tempo indeterminado é motivada por atraso de salários e benefícios.
Greve de trabalhadores da limpeza pode afetar Hospital da Criança e Socorrão II
Trabalhadores da limpeza devem iniciar greve por tempo indeterminado no Hospital da Criança e no Socorrão II (Foto: Reprodução)

Os serviços de limpeza do Hospital da Cidade Dr. Jackson Lago (Socorrão II) e do Hospital da Criança, em São Luís, poderão sofrer impactos a partir desta quinta-feira (16). Trabalhadores da categoria decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado em razão de atrasos no pagamento de salários e benefícios trabalhistas.

A paralisação foi confirmada pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de São Luís (SEEAC). Segundo a entidade, cerca de 200 profissionais aderiram ao movimento após sucessivas tentativas de negociação sem que as pendências financeiras fossem regularizadas.

De acordo com o sindicato, os atrasos envolvem salários, vale-alimentação e outros direitos trabalhistas, situação que, segundo os funcionários, vem se repetindo nos últimos meses. O SEEAC informou que notificou previamente a empresa responsável pela prestação dos serviços e concedeu prazo para que os pagamentos fossem efetuados. Como não houve regularização, a categoria aprovou, em assembleia, o início da greve.

A mobilização terá início nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, com concentração em frente ao Hospital da Cidade Dr. Jackson Lago, na Cidade Operária. A expectativa é que a paralisação também afete os serviços de limpeza no Hospital da Criança, comprometendo parte das atividades nas duas unidades de saúde.

Os trabalhadores afirmam que o movimento busca assegurar o pagamento dos valores em atraso e garantir o cumprimento dos direitos previstos na legislação trabalhista.

Semus diz que repasses estão em dia

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informou que os pagamentos à empresa terceirizada responsável pela limpeza das unidades hospitalares estão sendo realizados dentro dos prazos estabelecidos em contrato.

A pasta ressaltou que a responsabilidade pelo pagamento dos salários, do FGTS e dos demais encargos trabalhistas é exclusivamente da empresa contratada.

A Semus informou ainda que notificará oficialmente a prestadora de serviços pelos atrasos relatados pelos trabalhadores. Segundo a Secretaria, o contrato atual permanece vigente até dezembro de 2026, mas um novo processo licitatório já está em andamento para a contratação de outra empresa.

Por fim, a Secretaria afirmou que pretende convocar representantes do sindicato para uma reunião de diálogo, com o objetivo de acompanhar a situação e garantir transparência durante o processo de transição contratual.