A greve dos rodoviários da Grande São Luís entrou, neste domingo (1º), em seu terceiro dia consecutivo com paralisação total do sistema de transporte coletivo. Mesmo após decisão liminar da Justiça do Trabalho determinando a circulação de pelo menos 80% da frota urbana e semiurbana, nenhum ônibus foi visto em operação até o fim do dia deste sábado (31), ampliando os transtornos para a população.
A determinação judicial foi expedida na tarde de sexta-feira (30), após audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA). Como não houve acordo entre representantes dos trabalhadores e do setor empresarial, o desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho determinou a retomada parcial do serviço a partir de sábado, sob pena de multa diária de R$ 70 mil ao sindicato da categoria em caso de descumprimento.
Durante a audiência, o magistrado ressaltou os impactos sociais da paralisação total e destacou que, embora o direito de greve seja assegurado pela Constituição, ele deve obedecer aos limites previstos na legislação, especialmente quando envolve serviços essenciais à população.
A reunião ocorreu na sede do TRT, no bairro Areinha, e contou com a participação de representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA), do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), da Prefeitura de São Luís, da Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB) e do Ministério Público do Trabalho.
No campo das negociações, os rodoviários reivindicam reajuste salarial de 16% para motoristas e cobradores e de 18% para motoristas que acumulam dupla função. As empresas apresentaram inicialmente proposta de reajuste de 2%. Em nova tentativa de avanço, o sindicato dos trabalhadores reduziu a reivindicação para 12%, mas ainda não houve consenso. O setor patronal informou que realizará estudos técnicos para avaliar a viabilidade da proposta e deverá apresentar uma nova posição na próxima rodada de negociações.
Uma nova audiência de conciliação está marcada para terça-feira (3), às 9h, novamente na sede do TRT-MA. Até lá, segue válida a decisão judicial que obriga a circulação parcial da frota, embora, na prática, o sistema de transporte coletivo permaneça totalmente paralisado neste terceiro dia de greve.






