Guarnicê 48 destaca arte, memória e sustentabilidade

O evento será gratuito e em formato híbrido, com atividades presenciais e online.
Guarnicê 48 destaca arte e sustentabilidade
O evento será gratuito e em formato híbrido, com atividades presenciais e online (Foto: Divulgação)

O Festival Guarnicê de Cinema chega à sua 48ª edição entre os dias 30 de julho e 6 de agosto, reforçando sua trajetória como um dos mais longevos festivais de cinema do Brasil. Realizado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) e da Diretoria de Assuntos Culturais (DCA), o evento será gratuito e em formato híbrido, com atividades presenciais e online.

Nesta edição, o festival expande sua atuação para novos espaços da cidade. As mostras competitivas serão exibidas no Cinepólis do São Luís Shopping, enquanto a cerimônia de abertura ocorrerá no auditório Terezinha Jansen, no Multicenter Sebrae. As ações formativas acontecem no Palacete Gentil Braga, e parte das mostras paralelas será apresentada no Sesc Deodoro. Já a programação online estará disponível na plataforma Cine Guarnicê e no aplicativo oficial do festival.


Homenagens e memória do cinema brasileiro

A edição deste ano presta homenagens a nomes de destaque no audiovisual nacional. O ator e diretor Silvero Pereira, conhecido por papéis marcantes no cinema e na TV, será um dos homenageados, ao lado da cineasta Tássia Dhur, referência no cinema independente.

O festival também dedica uma mostra online ao cineasta Cacá Diegues, celebrando sua contribuição ao movimento Cinema Novo. Outro destaque será a exibição especial dos 50 anos do filme “Os Pregoeiros de São Luís”, produção que retrata o cotidiano dos vendedores ambulantes da capital maranhense e resgata fragmentos da memória popular da cidade.


Debates, oficinas e reflexão ambiental

Além das exibições, o Guarnicê promove rodas de conversa, oficinas e debates com nomes de diferentes áreas do audiovisual. Entre os convidados, está o ator e humorista Daniel Furlan, que participa de um bate-papo sobre humor e democracia.

A identidade visual desta edição, criada por Saulo Simões, propõe uma reflexão sobre a relação entre cinema e meio ambiente, com base no conceito de “florestania” — a cidadania da floresta. A campanha destaca a figura de uma anciã indígena, envolta por elementos do folclore brasileiro, reforçando a mensagem de que “faz parte da nossa natureza respirar cinema”.


Cinema como ferramenta de transformação

Com uma programação plural e engajada, o Festival Guarnicê reafirma seu papel como um espaço de resistência, formação e diálogo entre arte, cultura e território. Ao unir tradição e inovação, memória e ecologia, o evento celebra o cinema como ferramenta de transformação social e preservação identitária, conectando-se ao seu tempo e às urgências contemporâneas.