Em São Luís, o reggae não é só trilha sonora: é pertencimentp. O Festival Ilha do Reggae chega nos dias 22 e 23 de novembro para reafirmar essa identidade, ocupando a Arena Jamaica Brasileira (Passarela do Samba – Anel Viário) com um painel que cruza lendas jamaicanas, referências nacionais e a batida autoral maranhense. Gratuito, o encontro reforça a capital como lugar de convergência entre tradição de radiolas, memória afetiva dos bailes e o vigor de novas gerações.
Idealizador do evento, o governo do Maranhão afirma que, desta forma, ajuda a fortalecer a valorização da cultura e da identidade afrodescendente.
“O Maranhão tem o reggae no coração. Somos conhecidos mundialmente pela nossa conexão com a Jamaica e pela força cultural do nosso povo. Esse festival é mais que um evento musical, é uma celebração da nossa identidade, da paz, do amor e da resistência que o reggae representa, reforçando a proximidade das duas nações nos últimos anos”, afirmou o governador Carlos Brandão.
Por que importa
A curadoria mira o diálogo cultural: a cidade que consagrou o “dois pra lá, dois pra cá” volta a se projetar para fora — e para dentro — de si mesma. A visita do ministro do Turismo da Jamaica em 2024 e o memorando Brasil–Jamaica pavimentaram pontes; agora, o festival materializa essa circulação com palco compartilhado e circulação de saberes, músicas e narrativas. O Museu do Reggae, na Rua da Estrela, vira extensão simbólica desse circuito.
Linhas de força do line-up
- Jamaica em cena: Burning Spear, Israel Vibration, Ky-Mani Marley, Dezarie, além de nomes como Honey Boy, Sly Foxx e Norris Cole.
- Brasil em diálogo: Edson Gomes, Tribo de Jah, Ponto de Equilíbrio, Planta & Raiz, Maneva.
- Maranhão protagonista: Célia Sampaio, Núbia, Orquestra Maranhense de Reggae, George Gomes, Banda Guetos, Emanuelle Paz, Filhos de Jah, Raiz Tribal, Barba Branca, Capital Roots, Ronnie Green.
- Patrimônio sonoro: Radiola Estrela do Som e Radiola Itamaraty, guardiãs da cultura dos sound systems locais, levam a estética das pick-ups para o centro da festa.
Reggae: memória viva e futuro próximo
Entre a mística jamaicana e a ginga maranhense, o festival aposta em repertórios clássicos, composições recentes e arranjos que falam de resistência, amor e território. É música como arquivo vivo: do vinil às plataformas, das praças do Centro Histórico às arenas, a Ilha reafirma o reggae como linguagem de cidade — e como política de pertencimento.
Serviço
Evento: Festival Ilha do Reggae
Datas: 22 e 23 de novembro
Local: Arena Jamaica Brasileira (Passarela do Samba – Anel Viário), São Luís/MA
Entrada: gratuita
Atrações (seleção): Burning Spear, Israel Vibration, Ky-Mani Marley, Dezarie, Edson Gomes, Tribo de Jah, Ponto de Equilíbrio, Planta & Raiz, Maneva, Célia Sampaio, Núbia, Orquestra Maranhense de Reggae, Radiola Estrela do Som, Radiola Itamaraty e outros.






