O município de Rosário, na região metropolitana de São Luís, deu neste domingo (16) um passo importante para se consolidar como polo da indústria do vestuário no Maranhão. O Governo do Estado entregou a primeira etapa do Polo de Confecção de Rosário, estrutura que deve gerar 300 empregos formais até 2026 e alcançar a marca de 3 mil postos de trabalho em até cinco anos, segundo a projeção oficial.
O empreendimento é resultado de uma parceria entre o Governo do Maranhão, a Associação MM Solidária Projetos Sociais, a Prefeitura de Rosário, o Sesi, o Senai e o Sebrae. Durante a cerimônia de inauguração, o governador Carlos Brandão assinou o termo de cessão do galpão e do maquinário, formalizando o início das operações do polo.
Brandão destacou o simbolismo da obra para a economia local. Ele lembrou que a implantação de um polo de confecção era uma demanda antiga do município e citou os investimentos feitos para viabilizar o projeto. De acordo com o governo, foram cerca de R$ 7 milhões em recursos estaduais, além de R$ 3 milhões aportados por empresários parceiros. O projeto conta ainda com o apoio do Sistema S e do Sebrae na consultoria e capacitação de mão de obra, além de contratos já firmados para garantir a compra da produção.
“Hoje é uma data histórica para Rosário com a implantação do Polo de Confecção. Estamos começando com este galpão, que é só a primeira etapa. O Governo do Maranhão investiu cerca de R$ 7 milhões e os empresários que entraram nessa parceria investiram mais R$ 3 milhões. E eu tenho certeza de que este projeto vai ser um sucesso, porque temos também o Sistema S e o Sebrae prestando consultoria e capacitando os profissionais. Já temos a garantia de compra da produção pelos empresários parceiros”, pontuou Brandão.
O prefeito de Rosário, Jonas Magno, classificou o polo como um instrumento direto de geração de renda para as famílias do município. Segundo ele, a articulação entre poder público estadual, prefeitura e iniciativa privada é o que permite transformar o espaço em um gerador de empregos com carteira assinada, garantindo direitos trabalhistas e maior estabilidade financeira para os trabalhadores.
O galpão entregue na primeira etapa tem 2.200 metros quadrados e abriga 170 máquinas de costura, além de um total de 200 equipamentos voltados à produção de confecções, como passadeiras, mesas de corte e outros itens. Antes da ampliação, a associação responsável pela atividade operava com cerca de 80 máquinas. A expectativa é de que o novo espaço fortaleça o setor têxtil maranhense, atraia novas empresas de corte e costura e impulsione o desenvolvimento econômico e social de Rosário e municípios vizinhos.
Para quem já atua na área, a ampliação do polo representa mudança concreta de vida. Camila de Matos Santos, que trabalha há três anos na associação e passou por capacitação interna antes de ser promovida, conta que a produção abastece marcas de São Paulo. “A gente costura aqui e manda para lá. Essa expansão é uma oportunidade de aumentar a produção e melhorar a nossa renda”, afirma. A costureira Thássia Macêdo reforça essa percepção: depois de passar por cursos de formação no próprio galpão, ela diz que o emprego foi decisivo para sua reestruturação financeira. “É uma chance de recomeçar com mais segurança”, resume.
A execução das obras ficou a cargo da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). Já a Secretaria de Indústria e Comércio (Seinc) será responsável pela cessão de uso do espaço e pela interlocução com empresas que doaram equipamentos. A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) participou da concepção do projeto físico do galpão. Para o secretário de Indústria e Comércio, Júnior Marreca, o polo se consolida como um “equipamento de transformação socioeconômica”, ao reunir governo estadual, prefeitura, iniciativa privada, Sebrae e Sistema S em torno de uma agenda comum: aumentar a produção com qualidade e competitividade.
Empresas como Gess S/A e Bartofil participam do projeto por meio de contrapartidas sociais, com doação de equipamentos e apoio à operação. O diretor administrativo da Gess S/A, Anderson Gorgen, explicou que a intenção é integrar toda a cadeia produtiva da indústria têxtil, desde o cultivo do algodão até a confecção das peças de roupa. A empresa, tradicionalmente ligada ao setor agrícola, está investindo no plantio de algodão e vê no polo de Rosário um elo estratégico para completar esse ciclo produtivo.
Com a inauguração do polo, foi firmada também uma parceria com o Senai para ampliar as turmas de corte e costura e outros cursos ligados ao setor. As capacitações serão ofertadas pela Associação MM Solidária Projetos Sociais e terão duração de até 60 dias. Após a conclusão dos cursos, as costureiras formadas serão encaminhadas para empresas já instaladas ou que venham a se instalar no polo, alimentando uma engrenagem que pretende fazer do vestuário uma das principais fontes de emprego e renda de Rosário nos próximos anos.






