Influenza A avança e eleva alerta para casos graves de síndrome respiratória

Boletim da Fundação Oswaldo Cruz aponta crescimento da SRAG na maioria dos estados e reforça importância da vacinação.
Influenza A avança no Brasil e eleva alerta para casos graves de síndrome respiratória
Casos de influenza A crescem no Brasil e elevam alerta para síndrome respiratória grave (Foto: Reprodução)

Os casos de influenza A seguem em crescimento no Brasil e acendem um sinal de alerta para o aumento de quadros graves de síndrome respiratória. É o que aponta o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, com dados atualizados até o fim de março.

De acordo com o levantamento, a maior parte dos estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste apresenta níveis elevados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), classificados entre alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas próximas semanas.

Além da influenza A, outros vírus respiratórios também contribuem para o aumento das internações e casos graves, como o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus. Esses agentes são responsáveis por uma parcela significativa das hospitalizações e podem evoluir para quadros severos, especialmente em grupos mais vulneráveis.

📊 Cenário atual dos vírus respiratórios

Nas últimas semanas epidemiológicas, a influenza A lidera entre os casos graves, seguida pelo rinovírus e pelo VSR. Entre os óbitos, a influenza A também aparece como principal causa, evidenciando o impacto da doença neste momento.


Vacinação é principal estratégia de proteção

Diante do avanço dos casos, especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a medida mais eficaz para reduzir complicações e mortes. A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, destaca a necessidade de atenção especial aos grupos prioritários.

Entre eles estão idosos, crianças, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e educação. No caso das gestantes, a recomendação inclui também a vacinação contra o VSR a partir da 28ª semana de gestação, garantindo proteção aos recém-nascidos.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe, coordenada pelo Ministério da Saúde, já está em andamento em grande parte do país e segue até o dia 30 de maio. O imunizante oferecido pelo SUS protege contra as principais variantes em circulação, incluindo os subtipos H1N1 e H3N2 da influenza A.


Quem deve se vacinar

A campanha contempla diversos grupos considerados mais vulneráveis, entre eles:
• Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
• Idosos com 60 anos ou mais
• Gestantes e puérperas
• Trabalhadores da saúde e da educação
• Pessoas com doenças crônicas ou deficiência
• Povos indígenas, quilombolas e população em situação de rua
• Profissionais do transporte, segurança, forças armadas e correios
• População privada de liberdade e jovens em medidas socioeducativas


Situação nos estados

Embora haja sinais pontuais de queda em estados como Pará, Ceará e Pernambuco, o crescimento dos casos de influenza A ainda predomina na maior parte do Nordeste, incluindo Maranhão, além de todo o Sudeste.

Outros vírus também seguem em expansão. O VSR apresenta alta em estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto o rinovírus mantém tendência de crescimento em diversas regiões do país.


Medidas de prevenção

Além da vacinação, especialistas recomendam medidas simples, mas eficazes para conter a disseminação dos vírus:

• Uso de máscara em locais fechados ou com aglomeração
• Higienização frequente das mãos
• Evitar contato com outras pessoas em caso de sintomas gripais

Segundo os pesquisadores, essas ações são fundamentais, principalmente em estados com alta circulação viral, onde o risco de agravamento é maior.

Com informações do Brasil 61