Os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem benefícios acima do salário mínimo terão um reajuste de 3,9% em 2026. A correção segue o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado na última sexta-feira, e foi oficializada com a publicação dos novos valores no Diário Oficial da União desta segunda-feira.
Com a atualização, o teto dos benefícios pagos pelo INSS passa de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. O reajuste tem validade retroativa a 1º de janeiro de 2026, conforme estabelece a legislação previdenciária.
Pagamento começa em fevereiro
Atualmente, mais de 12,2 milhões de benefícios pagos pelo INSS têm valor superior ao piso nacional. De acordo com o calendário oficial do instituto, esses segurados começarão a receber os valores corrigidos a partir do dia 3 de fevereiro, seguindo o cronograma habitual de pagamentos.
O valor mínimo dos benefícios previdenciários também foi atualizado. A partir de 2026, aposentadorias, pensões por morte, auxílio-doença e demais benefícios não poderão ser inferiores a R$ 1.621,00, quantia equivalente ao novo salário mínimo nacional.
Esse mesmo valor vale para o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), destinado a idosos e pessoas com deficiência em situação de extrema pobreza, além da renda mensal vitalícia e das aposentadorias dos aeronautas.
Novas faixas de contribuição
Além do reajuste dos benefícios, o governo atualizou as faixas de contribuição ao INSS para trabalhadores empregados, domésticos e avulsos. As alíquotas progressivas passam a ser as seguintes:
- 7,5% para quem ganha até R$ 1.621,00
- 9% para salários de R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84
- 12% para rendimentos de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27
- 14% para quem recebe de R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55
Essas alíquotas incidem sobre os salários de janeiro, mas o recolhimento será feito apenas em fevereiro, já que, tradicionalmente, a contribuição previdenciária é paga no mês seguinte ao da remuneração.
Impacto para segurados
O reajuste anual tem como objetivo preservar o poder de compra dos beneficiários do INSS frente à inflação. Para quem recebe acima do salário mínimo, a correção pelo INPC busca evitar perdas reais, enquanto o novo teto redefine o limite máximo de pagamentos e contribuições ao sistema previdenciário em 2026.






