A promotoria de Milão abriu uma investigação para apurar a atuação de uma empresa suspeita de organizar festas de luxo com prostituição e uso de óxido nitroso, conhecido como “gás do riso”, na Itália. De acordo com o jornal Gazzetta dello Sport, cerca de 50 jogadores da Serie A são citados no caso, incluindo atletas ligados a clubes como Inter de Milão e AC Milan.
As investigações apontam que os eventos eram realizados em hotéis e casas noturnas de alto padrão, tanto na Itália quanto na ilha de Mykonos, na Grécia. A empresa responsável teria sede em Cinisello Balsamo, na região de Milão, e seria administrada por um casal identificado como Emanuele Buttini e Deborah Ronchi.
Os dois estão em prisão domiciliar, assim como outros envolvidos, sob suspeita de organização de serviços sexuais e lavagem de dinheiro. Indícios reunidos pela promotoria incluem movimentações financeiras, escutas telefônicas e conexões com clientes, entre eles atletas, empresários e celebridades.
Segundo a investigação, mulheres de diferentes nacionalidades teriam sido recrutadas e, em alguns casos, submetidas a condições de exploração, sendo obrigadas a pagar pela própria estadia e dividir os valores recebidos. Há estimativa de que mais de 100 mulheres tenham participado do esquema.
Outro elemento sob apuração é o uso de óxido nitroso durante as festas. A substância, que provoca sensação de euforia, é difícil de ser detectada em exames convencionais, o que levanta preocupações adicionais no contexto esportivo.
Embora a prostituição não seja ilegal na Itália quando praticada de forma voluntária, a exploração e o favorecimento da atividade por terceiros configuram crime. A promotoria segue reunindo provas para esclarecer o alcance do esquema e a eventual responsabilidade dos envolvidos.






