O juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, titular da 2ª Vara da Comarca de Pedreiras, decretou, na manhã desta segunda-feira (14), a prisão preventiva do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), investigado pela morte do policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos. O crime ocorreu no último dia 6 de julho, durante um evento de vaquejada no Parque Maratá, em Trizidela do Vale.
A decisão foi proferida após análise do pedido apresentado pelo delegado Márcio Coutinho, que conduz o inquérito. Por se tratar de um prefeito em exercício, o pedido tramitou com base no foro por prerrogativa de função. Inicialmente remetido ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Maranhão, o caso foi redistribuído para uma das Câmaras Criminais Isoladas, conforme determinação do desembargador Jorge Rachid, seguindo o regimento interno da Corte.
João Vitor compareceu espontaneamente à Delegacia Regional de Presidente Dutra um dia após o crime, quando prestou depoimento. Na ocasião, afirmou ter agido em legítima defesa, alegando que o policial o ameaçara com uma arma de fogo. No entanto, essa versão foi colocada em dúvida por testemunhas e por autoridades da Polícia Militar. Segundo o comandante do 19º BPM, tenente-coronel Claudiomiro Aguiar, os disparos teriam sido feitos pelas costas da vítima, que não estaria armada no momento.
Dias depois, o gestor formalizou um pedido de afastamento do cargo por 125 dias, alegando questões de saúde mental e a necessidade de tratamento psiquiátrico. Mesmo afastado, João Vitor continua recebendo integralmente o salário de prefeito, no valor de R$ 13.256,08.
Com a prisão preventiva decretada, a Polícia Civil iniciou diligências para localizar o prefeito, que segue afastado das funções administrativas. O cumprimento do mandado pode ocorrer a qualquer momento.






