Justiça libera Paulo Curió e outros investigados em esquema de corrupção em Turilândia

Grupo é investigado por fraudes licitatórias, lavagem de dinheiro e corrupção.
Justiça libera Paulo Curió e outros investigados em esquema de corrupção em Turilândia
Justiça do Maranhão revogou a prisão preventiva de Paulo Curió (Foto: Reprodução)

A Tribunal de Justiça do Maranhão revogou a prisão preventiva de 15 investigados denunciados por suposto envolvimento em um esquema de corrupção no município de Turilândia. Entre os beneficiados pela decisão está o prefeito afastado José Paulo Dantas Silva Neto, conhecido politicamente como Paulo Curió.

A decisão foi assinada nesta segunda-feira (11) pela desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, relatora do processo na Terceira Câmara de Direito Criminal do TJMA.

A ação penal investiga a existência de uma suposta organização criminosa voltada à prática de fraudes em licitações, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, com possível prejuízo aos cofres públicos do município.

Segundo a magistrada, houve alteração no cenário que justificava as prisões preventivas, especialmente após a conclusão da fase investigatória, o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público e o avanço da intervenção estadual na administração municipal.

O Ministério Público do Maranhão também se manifestou favoravelmente à substituição das prisões por medidas cautelares para parte dos investigados, entendendo que a atual situação da prefeitura reduz os riscos de interferência no andamento do processo.

Além de Paulo Curió, tiveram as prisões preventivas revogadas:

  • Wandson Jonath Barros
  • Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva
  • Janaína Soares Lima
  • Marlon de Jesus Arouche Serrão
  • Gerusa de Fátima Nogueira Lopes
  • Eustáquio Diego Fabiano Campos
  • Mizael Brito Soares
  • José Ribamar Sampaio
  • Nadianne Judith Vieira Reis
  • Sávio Araújo e Araújo
  • Gilmar Carlos Gomes Araújo
  • Josias Fróes
  • Carla Regina Pereira Chagas
  • Inailce Nogueira Lopes

Apesar da revogação das prisões, os investigados seguirão submetidos a uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça, entre elas recolhimento domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato entre os denunciados, impedimento de acesso à Prefeitura e à Câmara Municipal de Turilândia, além da proibição de contratar com o poder público e participar de atividades político-partidárias, inclusive nas redes sociais.

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A desembargadora também manteve o afastamento dos cargos públicos e a suspensão das atividades legislativas dos vereadores investigados no caso.

Na mesma decisão, o TJMA negou um pedido apresentado por Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, conhecida como Eva Curió, primeira-dama do município. Ela solicitava autorização para frequentar presencialmente o curso de medicina enquanto cumpre prisão domiciliar. Segundo a magistrada, saídas frequentes seriam incompatíveis com as restrições impostas pela Justiça.

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