Maranhão amplia safra de grãos em 18,6% e Brasil bate recorde histórico na produção

Dados são do 12º Levantamento da Conab, divulgados na
Economia do MA registra alta de 34,3% em 13 anos e supera médias nacional
Resultado foi impulsionado por expansão de área cultivada e maior produtividade (Foto: Divulgação)

O Maranhão registrou crescimento expressivo na safra 2024/25. Segundo o 12º Levantamento da Conab, divulgado nesta quinta-feira (11), o estado produziu 8,79 milhões de toneladas de grãos, 18,6% a mais do que na temporada passada (7,41 milhões).

O desempenho foi impulsionado pela expansão da área cultivada, que passou de 2 milhões para 2,25 milhões de hectares (alta de 9,5%), e pelo aumento de produtividade: de 3,59 mil quilos para 3,89 mil quilos por hectare (crescimento de 8,3%).

Entre os grãos, a soja continua liderando com 4,85 milhões de toneladas (+12,4%). O milho apresentou salto de 24%, atingindo 3,41 milhões de toneladas, enquanto o arroz registrou a maior variação percentual: 45%, com 279 mil toneladas.


Safra nacional quebra recordes

Em todo o país, a safra de grãos foi estimada em 350,2 milhões de toneladas, a maior da série histórica e 16,3% acima da temporada anterior. O resultado supera o recorde de 2022/23, quando foram colhidas 324,3 milhões de toneladas.

“Apresentamos ao Brasil a maior safra agrícola da história. Além da soja e do milho, que atingiram recordes, voltamos a formar estoques públicos, fortalecendo a Conab como instrumento de combate à fome”, afirmou o presidente da companhia, Edegar Pretto.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a supersafra tem impacto direto na economia: “Garante estabilidade de preços internos, ajuda no controle da inflação e reforça a balança comercial.”

Já o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou os efeitos sociais: “Estamos vivendo deflação nos alimentos, o país saiu do Mapa da Fome e fortalecemos a soberania alimentar.”


Principais destaques do ciclo 2024/25

  • Soja: produção recorde de 171,5 milhões de toneladas.
  • Milho: 139,7 milhões de toneladas, com alta de 20,9%.
  • Algodão: 4,1 milhões de toneladas de pluma (+9,7%).
  • Arroz: 12,8 milhões de toneladas (+20,6%).
  • Feijão: estimativa de 3,1 milhões de toneladas, garantindo abastecimento interno.

Com informações da Conab