O Maranhão registrou 1.135 ocorrências envolvendo pipas na rede elétrica entre janeiro e junho de 2026. Os dados da Equatorial Maranhão acendem um alerta durante as férias escolares, período em que aumenta a presença de crianças e adolescentes em brincadeiras ao ar livre.
Além do risco de choques e outros acidentes graves, as pipas presas aos fios podem danificar equipamentos e provocar interrupções no fornecimento de energia. Dependendo do local atingido, uma única ocorrência pode afetar milhares de consumidores, incluindo residências, estabelecimentos comerciais e serviços essenciais.
São Luís lidera número de ocorrências
A capital maranhense concentrou 389 registros no primeiro semestre, o equivalente a cerca de 34% do total contabilizado no estado. Imperatriz aparece em seguida, com 87 ocorrências.
São José de Ribamar registrou 81 casos, enquanto Carutapera teve 71 e Timon contabilizou 51.
Confira os municípios com mais ocorrências:
- São Luís: 389;
- Imperatriz: 87;
- São José de Ribamar: 81;
- Carutapera: 71;
- Timon: 51.
Na capital, a Cidade Operária lidera o levantamento, com 78 registros. A região da Vila Maracujá e do Residencial Magnólia aparece na segunda posição, com 50 ocorrências.
Veja os bairros e regiões de São Luís com os maiores números:
- Cidade Operária: 78;
- Vila Maracujá e Residencial Magnólia: 50;
- Centro: 34;
- Filipinho: 29;
- Olho d’Água: 28;
- Maracanã: 26;
- Ipase: 19.
Férias aumentam necessidade de atenção
Em 2025, junho e julho foram os meses com a maior concentração de ocorrências relacionadas a pipas na rede elétrica. O histórico reforça a necessidade de cuidados durante as férias, quando a brincadeira se torna mais frequente.
O engenheiro de Segurança do Trabalho da Equatorial Maranhão, Maxinard Costa, orienta que as pipas sejam empinadas somente em áreas abertas e distantes da fiação.
“Durante o período de férias, observamos um aumento na prática de empinar pipas e, consequentemente, das ocorrências envolvendo a rede elétrica. Por isso, reforçamos a importância de que a atividade seja realizada em locais apropriados e afastados dos fios de energia, sempre com a supervisão de um adulto”, explicou.
Caso uma pipa fique presa aos cabos, a recomendação é não tentar recuperá-la. O uso de varas, barras metálicas ou qualquer outro objeto para alcançar a linha pode provocar choque elétrico.
“Quando uma pipa fica presa na rede elétrica, a orientação é nunca tentar retirá-la, pois existe risco de choque. A prevenção é a melhor forma de garantir a segurança de todos”, acrescentou Maxinard.
Veja como empinar pipas com segurança
A brincadeira deve ser realizada em locais descampados, como campos e áreas abertas, longe de postes, fios e equipamentos elétricos. Crianças e adolescentes devem estar acompanhados por um adulto.
Também é necessário observar a intensidade dos ventos. Rajadas fortes podem fazer com que a pipa seja lançada contra a rede ou dificulte o controle da linha.
Confira as principais orientações:
- escolha locais abertos e afastados da rede elétrica;
- nunca tente retirar pipas presas aos fios;
- não use varas, barras ou objetos metálicos próximos à fiação;
- evite brincar em dias de chuva ou com incidência de raios;
- redobre a atenção em períodos de ventos fortes;
- não utilize cerol, linha chilena ou outros materiais cortantes;
- mantenha crianças e adolescentes sob a supervisão de um adulto.
Cerol e linha chilena são proibidos no Maranhão
O uso de cerol e linha chilena aumenta significativamente o risco de acidentes. Os materiais podem conter vidro moído, quartzo, óxido de alumínio e partículas metálicas, tornando as linhas cortantes e capazes de conduzir eletricidade.
A Lei Estadual nº 11.344/2020 proíbe no Maranhão a comercialização de cerol, linha chilena e outros produtos com elementos cortantes utilizados para empinar pipas.
Essas linhas representam perigo não apenas para quem participa da brincadeira. Pedestres, ciclistas e motociclistas podem sofrer cortes graves ou fatais ao cruzarem com os materiais estendidos sobre ruas e avenidas.
Quando atingem a rede elétrica, as linhas cortantes também podem romper cabos, danificar equipamentos, interromper o fornecimento e aumentar o risco de choques.
Em caso de acidente, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo telefone 193 e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo 192. Ocorrências relacionadas à rede de distribuição devem ser comunicadas à Equatorial Maranhão por meio da Central de Atendimento 116.






