O Maranhão encerrou o segundo trimestre de 2026 com 174 mil pessoas desempregadas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. O número representa uma redução de 24 mil pessoas em relação aos três primeiros meses do ano, quando o estado contabilizava 198 mil desocupados.
Com esse movimento, a taxa de desemprego caiu para 6% entre abril e junho. Esse foi o menor percentual registrado no Maranhão para um segundo trimestre desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012.
A taxa maranhense, entretanto, permaneceu acima da média brasileira. No mesmo período, o índice de desocupação no país ficou em 5,4%.
Número de ocupados supera 2,7 milhões
O levantamento mostra que 72 mil pessoas passaram a integrar o contingente de trabalhadores ocupados no Maranhão durante o segundo trimestre. Com a expansão, o total de ocupados no estado ultrapassou 2,7 milhões.
Os principais avanços foram observados nas áreas de administração pública, educação, saúde, indústria, hospedagem e alimentação.
A secretária estadual do Trabalho e da Economia Solidária, Dayane Albuquerque, atribuiu o resultado à combinação entre o desempenho da economia e as iniciativas de intermediação de vagas, capacitação profissional e inclusão produtiva.
Menos pessoas subutilizadas e desalentadas
O número de trabalhadores em situação de subutilização caiu de 824 mil para 749 mil entre o primeiro e o segundo trimestre. A diferença foi de 75 mil pessoas.
A classificação reúne quem está desempregado, trabalha menos horas do que gostaria ou está disponível para assumir uma ocupação, mas permanece fora da força de trabalho.
Também houve redução no desalento. O Maranhão tinha 327 mil pessoas que haviam desistido de procurar emprego no primeiro trimestre. Três meses depois, esse contingente recuou para 302 mil, queda de 25 mil.
Informalidade recua, mas permanece elevada
A informalidade passou de 57,6% para 56,9%, redução de 0,7 ponto percentual. Apesar da melhora, mais da metade dos trabalhadores maranhenses continua ocupada sem os vínculos formais previstos na legislação.
O crescimento da formalização ocorreu principalmente entre empregados com carteira assinada na iniciativa privada e trabalhadores do setor público.
Já a massa mensal de rendimentos chegou a R$ 6,1 bilhões no segundo trimestre. O montante ficou R$ 136 milhões acima do registrado entre janeiro e março.
O estado mantém programas direcionados à qualificação e à entrada no mercado de trabalho, entre eles Trabalho Jovem, Qualificação Mais Trabalho, Projeto Superação, Residência Técnica Profissional e Redes de Saberes. O Sine Maranhão também atua na divulgação de vagas e na aproximação entre empresas e candidatos.
Mesmo com o recuo do desemprego, a informalidade e o elevado número de desalentados continuam entre os principais desafios do mercado de trabalho no Maranhão.






