MP pede reforço de denúncia e acompanha proteção de bebê abandonada em Arame

Justiça manteve a prisão preventiva da avó da criança, enquanto Ministério Público cobra atendimento médico e assistência social.
MP pede reforço de denúncia e acompanha proteção de bebê abandonada em Arame
Criança foi abandonada no meio da rua em Arame (Foto: Reprodução)

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) reforçou as medidas judiciais e de proteção no caso da bebê abandonada em via pública no município de Arame. Além de solicitar o aditamento da denúncia criminal contra a avó materna da criança, a instituição instaurou um procedimento administrativo para acompanhar a situação da vítima e assegurar a atuação integrada da rede de proteção.

O pedido foi apresentado na última sexta-feira (27), após a denúncia inicial, oferecida um dia antes, em que a mulher foi acusada pelo crime de abandono de incapaz qualificado. Na mesma manifestação, o MPMA também requereu a prisão preventiva da investigada.

O promotor de Justiça Felipe Augusto Rotondo, que responde temporariamente pela Promotoria de Justiça de Arame, pediu ainda a correção de uma informação constante na denúncia. Inicialmente, o documento registrava que a vítima tinha seis dias de vida, mas o Ministério Público esclareceu que a bebê possuía cinco meses e seis dias na data do abandono.

O pedido foi acolhido pelo juiz Rafael de Lima Sampaio Rosa, que também decretou a prisão preventiva da acusada.

MP cobra atuação da rede de proteção

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público determinou a abertura de um Procedimento Administrativo para acompanhar a situação da criança e garantir atendimento integral.

Foram requisitadas providências ao Conselho Tutelar, à Secretaria Municipal de Saúde, ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

Entre as medidas solicitadas estão a realização de avaliação pediátrica, atendimento emergencial, preservação de provas, análise da situação familiar e a identificação de parentes que possam assumir os cuidados provisórios da criança.

Segundo o promotor Felipe Augusto Rotondo, a prioridade é assegurar a proteção integral da vítima.

“A prioridade absoluta da infância exige resposta imediata, integrada e responsável. O Ministério Público atua para responsabilizar criminalmente quem expõe uma criança a risco, mas também para garantir que a vítima receba atendimento médico, acompanhamento e proteção familiar segura”, afirmou.

O representante do MPMA acrescentou que a instituição continuará acompanhando o caso, com foco na saúde, na segurança e no suporte psicossocial da criança.

Caso ganhou repercussão

O episódio teve grande repercussão no Maranhão após a divulgação de um vídeo que mostrava a bebê chorando sozinha durante a madrugada em uma rua de Arame.

A partir das imagens, as polícias Civil e Militar identificaram a avó da criança como principal suspeita do abandono.

Segundo as investigações, a mulher teria deixado a neta na rua para “chamar a atenção” da filha, mãe da bebê. Ela passou por audiência de custódia no último domingo (29), quando a Justiça manteve sua prisão preventiva e negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.

O processo tramita sob segredo de Justiça.

Com informações do MPMA