Ministério Público pede suspensão imediata de contrato com Consórcio Via SL

Ação Civil Pública aponta falhas no serviço e cobra autorização para novas empresas assumirem linhas em até 48 horas.
MPMA pede suspensão imediata de contrato do transporte público com Consórcio Via SL em São Luís
Ministério Público do Maranhão pediu à Justiça suspensão do contrato com o Consórcio Via SL (Foto: Reprodução)

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ingressou, nesta terça-feira (31), com uma Ação Civil Pública solicitando à Justiça a suspensão imediata do contrato de concessão firmado entre o Município de São Luís e o Consórcio Via SL, responsável pela operação do transporte público coletivo na capital.

A ação, proposta pela 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, também requer que a Prefeitura de São Luís autorize, no prazo de até 48 horas, a atuação de novas empresas para assumir as linhas atualmente operadas pelo consórcio, até a conclusão de um novo processo licitatório.

Além disso, o MPMA pede que o Município declare a caducidade do contrato vigente, sob a justificativa de sucessivos descumprimentos e da incapacidade operacional do consórcio em manter a prestação regular do serviço.

Caso as determinações não sejam cumpridas, o órgão ministerial solicitou a aplicação de multa diária mínima de R$ 10 mil.

Segundo a promotora de justiça Lítia Teresa Costa Cavalcanti, a situação tem causado prejuízos diretos à população, com violação de normas que garantem a continuidade e qualidade dos serviços públicos. “As sucessivas paralisações totais e parciais realizadas pelo Consórcio Via SL têm afetado mais de 15 bairros desta capital, resultando no desatendimento de 27 linhas urbanas e impactando diretamente entre 45 e 50 mil usuários diariamente”, afirmou.

Na ação, o Ministério Público também resgata o histórico de problemas envolvendo o consórcio, que se intensificaram desde novembro de 2025, quando trabalhadores iniciaram paralisações em razão de atrasos salariais e ausência de benefícios como plano de saúde e tíquete-alimentação.

O documento destaca ainda que, no último dia 19, foi expedida uma recomendação para que a Prefeitura adotasse medidas para extinguir o contrato com o Consórcio Via SL. No entanto, segundo o MPMA, não houve resposta por parte do Executivo municipal.

O caso agora será analisado pela Justiça, que deverá decidir sobre os pedidos apresentados pelo Ministério Público.

Com informações do MPMA