Os consumidores têm até a próxima segunda-feira, 3 de agosto, para aderir ao Novo Desenrola Brasil, programa criado para facilitar a renegociação de dívidas bancárias. A reta final é acompanhada por uma mobilização nacional das instituições financeiras, com ofertas disponíveis nos canais oficiais dos bancos participantes.
Após o encerramento do programa, quem permanecer inadimplente ainda poderá procurar diretamente os credores, mas deixará de contar com as condições específicas oferecidas pela iniciativa. Por isso, a orientação é consultar as propostas disponíveis com antecedência e avaliar se o novo compromisso cabe no orçamento familiar.
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o programa já possibilitou a renegociação de mais de R$ 20 bilhões, reduzindo em aproximadamente R$ 15 bilhões o estoque de dívidas das famílias. Mais de 6 milhões de pessoas foram beneficiadas até esta etapa da iniciativa. Confira os dados divulgados pela Febraban.
Quem pode participar do Novo Desenrola Brasil
O programa é direcionado a pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos e contempla diferentes modalidades de débitos bancários, como dívidas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais.
A existência de uma oferta, porém, depende da situação de cada consumidor e das condições apresentadas pela instituição credora. Os interessados devem consultar diretamente o banco para confirmar a elegibilidade, conhecer os débitos incluídos e verificar as alternativas de pagamento.
De acordo com o Banco Central, o Novo Desenrola Brasil permite a renegociação com juros limitados a 1,99% ao mês e prazos entre 12 e 48 meses. As operações contam com cobertura do Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo que reduz o risco das instituições financeiras e facilita a concessão das propostas. Veja o relatório do Banco Central.
Como fazer a renegociação
A adesão deve ser realizada nos canais oficiais da instituição financeira responsável pela dívida. O consumidor pode consultar as condições disponíveis por meio do aplicativo, internet banking, site, central telefônica ou diretamente em uma agência.
Antes de aceitar a proposta, é importante verificar:
- o valor total da dívida renegociada;
- o desconto concedido;
- a taxa de juros;
- a quantidade e o valor das parcelas;
- os encargos incluídos no acordo;
- o impacto das prestações no orçamento mensal;
- as consequências em caso de atraso.
Embora a renegociação possa reduzir o valor da dívida e aliviar as finanças no curto prazo, assumir uma parcela incompatível com a renda aumenta o risco de uma nova inadimplência.
Descontos chegaram a 80%
Entre os consumidores atendidos pelo programa, aproximadamente 1,1 milhão optou pela quitação à vista, com descontos que chegaram a 80%. Os percentuais não são automáticos e variam conforme o tipo da dívida, o tempo de atraso, o credor e a capacidade de pagamento do cliente.
Outros 4 milhões de consumidores que possuíam débitos bancários de até R$ 100 tiveram o nome retirado dos cadastros de inadimplentes. A retirada da restrição, entretanto, não significa necessariamente o perdão da dívida. O débito pode continuar existindo e ser cobrado pelo credor, mesmo que não apareça mais nos registros de proteção ao crédito.
Cuidados contra golpes
A proximidade do fim do prazo pode ser utilizada por criminosos para aplicar golpes com falsas promessas de descontos ou acordos. A recomendação é não clicar em links recebidos por mensagens, redes sociais ou e-mails de origem desconhecida.
Também não se deve realizar pagamentos para intermediários que prometam garantir a aprovação da renegociação. Boletos, chaves Pix e demais informações devem ser conferidos diretamente nos ambientes oficiais das instituições financeiras.
Em caso de dúvida, o consumidor deve entrar em contato com o banco pelos números divulgados no cartão, no aplicativo ou no site oficial. Dados pessoais, senhas e códigos de segurança nunca devem ser compartilhados por telefone ou aplicativos de mensagens.
Prazo termina na próxima segunda-feira
A mobilização nacional do Novo Desenrola Brasil segue até 3 de agosto. Quem pretende aproveitar as condições do programa deve consultar as propostas disponíveis, comparar as opções e fechar o acordo somente depois de confirmar que conseguirá manter os pagamentos em dia.
Depois do prazo, as negociações poderão continuar diretamente com os credores, mas estarão sujeitas às condições comerciais oferecidas por cada instituição.






