Operação contra rede de tráfico prende dez pessoas na Grande São Luís e em MT

Investigação aponta que grupo mantinha divisão de funções e recebia ordens de integrantes presidiários.
Operação contra rede de tráfico prende dez pessoas na Grande São Luís e em MT
Operação Alcateia prendeu dez investigados e cumpriu 14 mandados contra uma rede criminosa (Foto: Divulgação)

Dez pessoas foram presas nesta sexta-feira (21) durante a Operação Alcateia, deflagrada pela Polícia Civil do Maranhão contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas na Região Metropolitana de São Luís.

Nove prisões ocorreram na capital maranhense e uma em Canarana, no estado de Mato Grosso. Ao todo, a Justiça expediu 14 mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão. As diligências continuavam em andamento e o número de capturados ainda poderia aumentar.

A ação concentra-se principalmente nas regiões da Vila Kiola, Vila Operária e bairros próximos, entre os municípios de São Luís e São José de Ribamar. Equipes também realizam diligências em outros estados.

Ordens partiriam do sistema prisional

A Operação Alcateia é resultado de uma investigação conduzida pela área leste da Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc). Durante cerca de oito meses, os policiais mapearam a estrutura e a atuação dos investigados.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo possuía divisão de tarefas, com possíveis lideranças e integrantes responsáveis pela distribuição e venda de entorpecentes.

Alguns dos investigados já estavam presos. Mesmo dentro do sistema prisional, eles continuavam transmitindo ordens aos membros que permaneciam em liberdade, segundo os levantamentos policiais.

Entre os alvos dos mandados estão tanto pessoas recolhidas em unidades prisionais quanto investigados localizados fora do Maranhão. A prisão efetuada em Canarana contou com a atuação da Polícia Civil de Mato Grosso.

Buscas procuram drogas, armas e registros financeiros

Os oito mandados de busca e apreensão têm como objetivo localizar entorpecentes, armas, munições, dinheiro e aparelhos eletrônicos. Documentos e outros registros que possam revelar a movimentação financeira e a logística do grupo também são procurados.

Celulares, computadores e demais dispositivos eventualmente apreendidos serão submetidos à análise para identificar comunicações entre os investigados, possíveis fornecedores e outros envolvidos ainda não alcançados pela operação.

A ofensiva mobilizou unidades especializadas da Polícia Civil do Maranhão e contou com o Núcleo de Operações com Cães (NOC). Policiais civis de Mato Grosso e São Paulo também prestaram apoio ao cumprimento das ordens judiciais.

Investigação tenta alcançar comando e financiamento

A Polícia Civil informou que a investigação não se limita aos pontos de comercialização de drogas. O objetivo é identificar os responsáveis pelo comando, financiamento, armazenamento e distribuição dos entorpecentes.

A participação individual dos suspeitos e a possível existência de outros integrantes serão aprofundadas a partir dos materiais recolhidos durante as buscas.

Os presos serão submetidos aos procedimentos legais e permanecerão à disposição da Justiça. Um balanço definitivo, com o total de prisões e os materiais apreendidos, deverá ser divulgado após a conclusão das diligências.