Operação investiga rede de farmácias por receptação de cargas roubadas
Ação do Draco cumpriu mandados em três endereços, e uma unidade foi interditada por vender injetáveis sem autorização.
Operação resultou em três pessoas presas, apreensões e unidade interditada por irregularidades sanitárias (Foto: Reprodução)
Uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) apura a receptação e comercialização de produtos roubados pela rede de farmácias Pop Farm, que atua na capital piauiense. A ofensiva, coordenada pela Polícia Civil do Maranhão, contou com apoio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), da Anvisa e da Vigilância Sanitária do Piauí (Divisa).
O que aconteceu
Alvos: três endereços ligados à mesma rede; fiscalizações ocorreram no bairro São Joaquim (zona Norte) e no Parque Piauí (zona Sul).
Prisões: o proprietário da rede, Eric Nicolas Castro Silva, o representante comercial Francisco Machado (ambos em Teresina) e um terceiro suspeito preso no Paraná.
Sequestros/apreensões:medicamentos, itens de higiene, documentos, duas armas de fogo e um veículo Toyota Corolla.
Mandados: buscas e apreensões cumpridas em lojas e em um automóvel.
Segundo a investigação, a rede é suspeita de adquirir cargas roubadas no Maranhão. De acordo com o delegado Laércio Evangelista, os roubos ocorriam em estradas — “geralmente na saída de Imperatriz para São Luís ou de Imperatriz para Teresina” — e o material seria repassado à farmácia em Teresina.
Irregularidades sanitárias
Durante a ação conjunta, a Vigilância Sanitária constatou que a drogaria estava licenciada, mas descumpria regras sanitárias, entre elas:
comercialização de medicamentos injetáveis sem autorização, como morfina e benzilpenicilina benzatina (Benzetacil), ambos de uso hospitalar e controle especial;
armazenamento inadequado, com produtos expostos ao sol;
foco de fiscalização especialmente em suplementos alimentares.
A unidade do Parque Piauí foi interditada, autuada e responderá a processo administrativo sanitário. Foi concedido prazo de 24 horas para correção das inconformidades.
Próximos passos
A polícia segue analisando documentos, notas fiscais e imagens para rastrear a origem das mercadorias e eventuais beneficiários da cadeia de receptação. Os presos serão apresentados à Justiça e podem responder por receptação qualificada, associação criminosa e crimes contra a saúde pública, entre outros.
Denúncias e informações que auxiliem a investigação podem ser encaminhadas, de forma anônima, pelos canais oficiais da Polícia Civil.
Por meio de nota, a Pop Farm se manifestou sobre a operação