Operação mira grupo do “novo cangaço” e cumpre mandados no MA após mega-assalto no MT

Ação interestadual investiga ataque violento a transportadora de valores em 2023.
Operação mira grupo do “novo cangaço” e cumpre mandados no MA após mega-assalto no MT
Operação Pentágono cumpriu mandados no Maranhão e outros estados (Foto: João Guilherme Lobasz)

Uma operação policial de grande escala voltou a mobilizar forças de segurança em diferentes estados do país nesta quinta-feira (9), com desdobramentos também no Maranhão. A terceira fase da Operação Pentágono teve como foco integrantes de um grupo investigado por um dos ataques mais violentos já registrados em Mato Grosso, na modalidade conhecida como “domínio de cidades”.

No Maranhão, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Imperatriz, Vitorino Freire, Pinheiro e Santa Luzia do Tide. Duas pessoas foram presas durante a ação.

Ao todo, a operação executou 97 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão, buscas domiciliares e bloqueios de contas bancárias. A ofensiva ocorreu simultaneamente em Mato Grosso, São Paulo, Tocantins, Rio Grande do Norte, Pará e Maranhão.

O alvo da investigação é um ataque ocorrido em abril de 2023, no município de Confresa (MT), considerado o maior crime patrimonial da história do estado. Na ocasião, cerca de 30 criminosos invadiram a cidade, sitiaram áreas estratégicas e chegaram a incendiar o quartel da Polícia Militar.

Mesmo com alto nível de planejamento, o resultado do crime frustrou as expectativas da quadrilha. Segundo a polícia, o grupo investiu mais de R$ 3,5 milhões na operação, mas conseguiu levar apenas R$ 2 mil. O motivo foi a falha na tentativa de acessar o cofre da transportadora de valores, protegida por um sistema de segurança que liberou grande quantidade de gás, impedindo a ação.

As investigações apontam que o grupo esperava roubar entre R$ 30 milhões e R$ 60 milhões. A ação, que deveria durar cerca de 1h40, acabou se prolongando e facilitou a reação das forças de segurança.

A estrutura criminosa envolvia pelo menos 50 pessoas em diferentes estados, com divisão de funções e financiamento compartilhado. Parte dos envolvidos morreu ainda em 2023, durante uma operação policial no Tocantins, quando 18 suspeitos foram mortos em confronto.

De acordo com a polícia, o grupo reunia integrantes experientes em roubos a bancos e ataques no estilo “novo cangaço”, caracterizados por ações coordenadas, uso de armamento pesado e domínio temporário de cidades.

A Operação Pentágono segue em andamento, com foco na identificação de outros envolvidos e no rastreamento de recursos utilizados na tentativa de assalto.