Período chuvoso se intensifica no MA e março pode registrar até 400 mm de chuva

Atuação da Zona de Convergência Intertropical deve manter precipitações frequentes, trovoadas e ventos até maio.
Período chuvoso se intensifica no MA e março pode registrar até 400 mm de chuva
Previsão é de chuva nos próximos dias de março na Grande Ilha (Foto: Alisson Pires)

As fortes chuvas registradas nos últimos dias no Maranhão sinalizam a consolidação do período chuvoso no estado. Para o mês de março, tradicionalmente um dos mais úmidos do calendário climático regional, a previsão é de acumulados próximos a 400 milímetros, conforme estimativa do Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (Uema).

De acordo com a meteorologista Andrea Cerqueira, as precipitações são resultado da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), fenômeno climático típico desta época do ano e responsável pelo aumento das chuvas na faixa equatorial.

Fenômeno climático típico da região

A ZCIT é formada pelo encontro dos ventos alísios provenientes dos hemisférios Norte e Sul, criando uma extensa faixa de nuvens carregadas próxima à Linha do Equador — região onde o Maranhão está inserido.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esse encontro provoca a elevação do ar quente e úmido, favorecendo a formação de nuvens densas e a ocorrência de chuvas intensas, muitas vezes acompanhadas por trovoadas, rajadas de vento e maior nebulosidade.

Especialistas ressaltam que o fenômeno faz parte do comportamento climático natural da região e não possui relação com sistemas como ciclones extratropicais, que se formam fora da zona tropical.

Chuvas devem continuar até maio

A previsão é que a Zona de Convergência Intertropical continue influenciando o clima maranhense ao longo dos próximos meses. Segundo Andrea Cerqueira, março e abril costumam concentrar os maiores volumes de chuva, especialmente no centro-norte do estado, incluindo a região da Grande Ilha de São Luís.

O aumento recente no volume das precipitações, segundo a meteorologista, está dentro da normalidade climatológica, embora o fenômeno possa apresentar períodos de maior intensidade, como os observados nas últimas semanas.