A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (17/9), a Operação Eurocyber para aprofundar as investigações sobre uma suposta organização criminosa com atuação transnacional especializada em fraudar contas bancárias na Europa.
No Brasil, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Maranhão, nos municípios de Imperatriz e Sítio Novo. Com os investigados — cujos nomes não foram divulgados —, os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos, mídias, computadores, carteiras físicas de criptoativos (hardwallets), dinheiro e documentos.
Como o golpe funcionava
De acordo com a PF, o principal alvo teria desenvolvido ferramentas de fraude, incluindo páginas falsas, e comercializava dados bancários e pessoais de vítimas. Os pagamentos ao grupo eram recebidos por meio de contas bancárias e criptoativos.
Alvos e prejuízo
A corporação não informou o número de vítimas, mas estima prejuízo superior a € 7 milhões — o equivalente a mais de R$ 35 milhões — em contas bancárias de Portugal e da Espanha.
Origem e enquadramentos
A ação é um desdobramento da Operação Eurogolpes e teve início a partir de cooperação policial com autoridades europeias. Os investigados podem responder por lavagem de dinheiro, organização criminosa e estelionato eletrônico.
As investigações continuam e tramitam sob sigilo.






