PM é preso por matar mulher durante discussão em posto de combustível

Vítima de 33 anos foi atingida por um tiro no pescoço e morreu no local.
PM é preso por matar mulher durante discussão em posto de combustível
olicial militar Caio Filizola de Paiva foi preso por matar Luena Rocha Melo (Foto: Divulgação)

Um policial militar foi preso em flagrante na madrugada desta segunda-feira (6), suspeito de matar uma mulher de 33 anos durante uma discussão em um posto de combustíveis no Centro de Cariré, no interior do Ceará.

De acordo com testemunhas, o soldado Caio Filizola de Paiva estava fora de serviço e consumia bebida alcoólica no estabelecimento quando iniciou um desentendimento com Luena Rocha Melo. Durante a confusão, o agente teria sacado uma arma e efetuado um disparo que atingiu o pescoço da vítima.

Luena morreu ainda no local antes da chegada do socorro. O policial foi detido logo após o crime e encaminhado à Delegacia Regional de Sobral, onde foi autuado em flagrante por homicídio.

Namorado presenciou os momentos antes do crime

O namorado da vítima, Hilton Fernandes, afirmou que havia chamado Luena para deixar o posto de combustíveis pouco antes do disparo.

“Chamei ela para ir para casa. Quando virei de costas, ouvi o tiro. Não sei o que motivou a discussão entre os dois”, relatou.

Familiares da vítima informaram que Luena já teria tido desentendimentos anteriores com o policial e alegam que ela havia sido agredida por ele em outra ocasião. No entanto, a relação entre os dois ainda não foi devidamente esclarecida. A mulher deixa dois filhos.

Policial estava afastado para tratamento de saúde

Em nota, a Polícia Militar do Ceará informou que o soldado estava licenciado das atividades para tratamento de saúde. Durante o deslocamento para o presídio militar, ele passou mal, precisou ser levado a uma unidade hospitalar e permanece internado sob escolta policial.

A corporação afirmou que não tolera desvios de conduta e destacou que acompanha o caso.

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD) instaurou procedimento administrativo para apurar o crime e determinou o afastamento preventivo do policial enquanto as investigações seguem em andamento.