A Polícia Civil do Maranhão cumpriu, na tarde desta segunda-feira (2), em São Luís, um mandado de prisão preventiva contra Otávio Victor, irmão da influenciadora digital Tainá Sousa. Ele é investigado por suposta participação em uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar e à lavagem de dinheiro.
Segundo a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), a prisão foi determinada após o investigado descumprir, de forma reiterada, uma medida cautelar que o proibia de acessar e utilizar redes sociais. Mesmo após ser formalmente intimado e ter ciência da decisão judicial, Otávio Victor continuou realizando publicações sobre sua rotina pessoal, em desacordo com a determinação da Justiça.
Após o cumprimento do mandado, o investigado foi conduzido à sede da SEIC, onde foram adotados os procedimentos legais. Em seguida, ele foi encaminhado a uma unidade prisional da capital maranhense, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
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Investigação sobre jogos de azar
As investigações apontam que a organização criminosa, supostamente liderada por uma influenciadora digital com atuação em São Luís, utilizava as redes sociais para promover o jogo de azar conhecido como “Tigrinho”. De acordo com a polícia, o esquema consistia em atrair vítimas por meio de promessas de ganhos rápidos e elevados.
Os seguidores eram induzidos a realizar cadastros e depósitos em plataformas de caça-níqueis virtuais, administradas por indivíduos que contratavam influenciadores digitais para ampliar o alcance da divulgação e conferir aparência de legitimidade à atividade ilegal.
Ainda conforme a SEIC, o grupo criminoso era estruturado com diferentes funções, incluindo influenciadores responsáveis pela promoção dos jogos, uma gerente encarregada de coordenar um grupo de WhatsApp voltado à captação de jogadores, pessoas responsáveis pela lavagem do dinheiro obtido de forma ilícita e um grupo armado que atuaria oferecendo proteção ao esquema.
Defesa
A defesa de Otávio Victor informou que ainda não teve acesso à decisão judicial que fundamentou a prisão preventiva e que deverá se manifestar sobre o caso em momento oportuno.






