Polícia descarta suposta localização de crianças desaparecidas em SP

Informação sobre crianças vistas em hotel na capital paulista foi investigada e oficialmente negada.
Brasil registrou quase 24 mil desaparecimentos de crianças e adolescentes em 2025
Irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael seguem desaparecidos (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de São Paulo descartou oficialmente a informação de que as crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estariam em um hotel no Centro da capital paulista. A denúncia foi apurada por equipes da Divisão Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), que estiveram no local indicado e confirmaram que as crianças encontradas não correspondem às que estão desaparecidas no Maranhão.

Ágatha e Allan sumiram no dia 4 de janeiro, no povoado São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal. Desde então, uma ampla operação de buscas vem sendo realizada na região, com apoio de forças de segurança estaduais, voluntários e moradores da comunidade.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo esclareceu que a informação sobre a localização das crianças não procede. “Os policiais da divisão, cientes da denúncia, foram aos endereços informados e constataram que as crianças ali presentes não são as mesmas que estão desaparecidas”, informou o órgão.

Buscas seguem em áreas de mata, rios e lagos

No Maranhão, as buscas continuam concentradas em áreas de mata fechada, além de rios, lagos e trechos de difícil acesso. Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado, Maurício Martins, as ações seguem de forma integrada e com rigor técnico, paralelamente às investigações conduzidas pela Polícia Civil.

A operação reúne bombeiros, policiais civis e militares, além de voluntários da própria comunidade. Cães farejadores, equipes de mergulho e varreduras terrestres fazem parte da estratégia adotada desde os primeiros dias após o desaparecimento.

Menino encontrado com vida auxilia nas investigações

Um dos pontos considerados relevantes na investigação é o apoio prestado por Wanderson Kauã, menino de 8 anos que foi encontrado com vida após desaparecer na mesma região. Ele recebeu alta médica, retornou à comunidade e passou a morar em uma nova residência, doada pela Prefeitura de Bacabal.

Com autorização judicial e acompanhamento de profissionais especializados, Wanderson tem colaborado com informações que ajudam a delimitar áreas prioritárias para as buscas. Segundo as autoridades, os relatos têm contribuído especialmente na identificação de pontos próximos a cursos d’água e áreas de mata.

Secretaria alerta contra boatos e notícias falsas

Em publicação nas redes sociais, o secretário Maurício Martins reforçou que todas as pessoas ouvidas até o momento no inquérito foram chamadas exclusivamente na condição de testemunhas. Ele alertou que qualquer informação diferente disso não é verdadeira.

O secretário também fez um apelo para que a população evite a disseminação de boatos e notícias falsas. “A divulgação de informações não confirmadas amplia o sofrimento da família e prejudica diretamente o trabalho das forças de segurança”, destacou.

Segundo ele, detalhes da investigação não estão sendo divulgados para não comprometer o andamento das apurações. As informações oficiais sobre o caso, reforçou Martins, são divulgadas apenas por meio de notas institucionais ou porta-vozes autorizados.