Porto do Itaqui realiza duas operações Ship-to-Ship simultâneas

A operação STS consiste na transferência direta de carga entre navios, sem que seja necessário atracar no cais.
Saiba o que muda com a renovação da gestão do Porto do Itaqui por mais 25 anos
Governo Federal e Governo do Maranhão renovam por mais 25 anos a gestão do Porto do Itaqui (Foto: Divulgação)

Nesta quinta-feira (3), o Porto do Itaqui, em parceria com a Transpetro, realiza duas operações Ship-to-Ship (STS) simultâneas, marcando um novo avanço logístico para o terminal portuário. As ações ocorrem nos berços 106 e 108 — sendo esta a primeira operação STS no berço 108 — e representam ganhos operacionais importantes para a cadeia de abastecimento nacional de combustíveis.

O que é a operação Ship-to-Ship

A operação STS consiste na transferência direta de carga entre navios, sem que seja necessário atracar no cais. Essa dinâmica otimiza o uso da infraestrutura portuária, aumenta a eficiência, reduz custos logísticos e diminui o tempo de espera das embarcações, mantendo os berços disponíveis para outras atividades.

Detalhes das operações

No Berço 108, será realizada a primeira operação STS do local, com a transferência de 6 mil metros cúbicos de querosene de aviação (QAV) do navio Maersk Callao, vindo da Bahia, para o navio Horizon Theano, com destino ao Pará. A fase de testes nesse berço teve início em fevereiro deste ano.

Já no Berço 106, onde o procedimento já é consolidado, ocorre a transferência de 40 mil metros cúbicos de diesel S10 do navio Hafnia Neso, procedente dos Estados Unidos, para o navio Honesty, também com destino ao estado do Pará.

Essas movimentações reforçam o papel estratégico do Itaqui como um hub regional de distribuição de derivados de petróleo.

Avanço nas operações de combustível

Somente em junho de 2025, o Porto do Itaqui atingiu o marco de 40 operações STS, movimentando cerca de 1 milhão de metros cúbicos de combustíveis. O terminal é considerado um dos principais canais de recebimento e redistribuição de derivados de petróleo no Brasil, operando com produtos como diesel, gasolina, querosene de aviação (QAV), gás de cozinha (GLP) e combustível marítimo (MGO).

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em 2024, o porto movimentou 8 milhões de toneladas de granéis líquidos, das quais 3,4 milhões foram derivados de petróleo importados. Esse volume correspondeu a:

  • 28% do total movimentado por portos públicos no Brasil
  • 43% dos portos públicos da região do Arco Norte
  • 18% do total entre portos públicos e privados em nível nacional

Conexões internacionais e diversidade de cargas

O Porto do Itaqui mantém conexões comerciais com diversos países, como Estados Unidos, Rússia, Omã, Kuwait, Índia, Emirados Árabes, Países Baixos, Espanha, Arábia Saudita e Senegal, evidenciando sua integração à cadeia global de combustíveis.

Além dos derivados de petróleo, o porto também movimenta, em menor escala, produtos como álcool/etanol, especialmente oriundos dos Estados Unidos.

Com a ampliação das operações STS e a modernização contínua de sua infraestrutura, o Itaqui consolida sua posição como um ponto estratégico na logística energética nacional, contribuindo diretamente para o abastecimento de diversas regiões do país.