Hafnia Languedoc, navio dual fuel construído em 2023, atracou no berço 106 em operação da Transpetro nesta semana, inaugurando no Maranhão o uso de gás natural liquefeito (GNL) em navios petroleiros. A escala é apontada pelo porto como um passo concreto na adoção de combustíveis alternativos e na redução de emissões.
Segundo o Porto do Itaqui, o uso prioritário de GNL proporciona redução de ~20% nas emissões de CO₂, eliminação praticamente total de enxofre e queda de ~80% em outros poluentes atmosféricos, na comparação com combustíveis marítimos tradicionais.
“A operação deste navio está totalmente alinhada com nossos avanços em sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente”, afirmou Luane Lemos, gerente de Meio Ambiente do Itaqui.
Contexto e estratégia
O movimento integra o Plano de Descarbonização do Porto do Itaqui, que prevê metas e ações para diminuir a pegada de carbono das operações.
“Este navio simboliza a transição energética em curso na navegação e reforça a estratégia do Itaqui de preparar sua infraestrutura para um futuro de baixo carbono, com eficiência e inovação”, disse Bruno Mota, diretor de Planejamento.
O navio
- Nome: Hafnia Languedoc
- Construção: 2023
- Propulsão: Dual fuel (GNL e combustível convencional)
- Operação no Itaqui: atracação e manobras conduzidas pela Transpetro
A recepção do Hafnia Languedoc se soma às iniciativas globais do setor marítimo para reduzir emissões e posiciona o Porto do Itaqui como facilitador da adoção de combustíveis alternativos na costa brasileira.






