O projeto de lei que propõe mudanças na escala de trabalho 6×1, enviado pelo governo federal ao Congresso em regime de urgência, reacendeu o debate sobre a jornada de trabalho no Brasil e provocou reação imediata de entidades do setor produtivo. Empresários e representantes de associações comerciais avaliam que a medida exige análise mais aprofundada antes de ser votada.
Entre as principais críticas está o prazo reduzido para tramitação. Pelo regime de urgência, o texto precisa ser analisado em até 45 dias em cada Casa legislativa, o que, na avaliação de lideranças empresariais, pode limitar o debate técnico sobre um tema considerado sensível. Há também a defesa de que mudanças dessa magnitude sejam discutidas por meio de propostas constitucionais, que exigem maior quórum e etapas mais longas de avaliação.
Representantes do setor alertam para possíveis impactos econômicos, especialmente sobre micro e pequenas empresas. A redução da jornada, segundo eles, pode elevar custos operacionais e pressionar preços de produtos e serviços, além de afetar a competitividade. Há preocupação ainda com reflexos na geração de empregos, caso não haja medidas compensatórias, como redução de encargos ou ganhos de produtividade.
O tema também avança no Congresso por meio de propostas já em tramitação, como emendas constitucionais que tratam da jornada de trabalho. A discussão, no entanto, ganhou novo ritmo com o envio do projeto pelo Executivo, o que levou parlamentares a adiarem votações para ampliar o diálogo.
Entidades empresariais reforçam que o debate precisa incluir diferentes setores da economia e considerar os efeitos de longo prazo. Um manifesto assinado por mais de 60 organizações foi encaminhado ao Congresso e ao governo federal, destacando a necessidade de equilíbrio entre avanços nas relações de trabalho e a sustentabilidade econômica das empresas.
Com informações do Brasil 61






