O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) decidiu, nesta sexta-feira (19), colocar em liberdade o prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Peixoto Moura Xavier, acusado de matar o policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos durante a 35ª Vaquejada do Parque Maratá, em Trizidela do Vale, no dia 6 de julho. Preso desde 15 de julho, o gestor passa a responder ao processo com monitoramento eletrônico e restrições judiciais.
DETALHES DA DECISÃO
Ao deferir o pedido, o TJ-MA entendeu não haver elementos atuais que justifiquem a manutenção da prisão para garantia da ordem pública ou do andamento do processo. Entre as condições impostas estão:
- tornozeleira eletrônica;
- proibição de contato com testemunhas;
- restrição de circulação em determinados horários;
- vedação de frequentar bares e casas noturnas.
O CASO
A investigação aponta que a discussão começou por causa do farol de um veículo do prefeito. Testemunhas relataram que o soldado Geidson estava armado e sob efeito de álcool, e que houve agressões verbais e físicas. Na sequência, João Vitor teria reagido e efetuado cinco disparos. A vítima foi socorrida, passou por cirurgia no Hospital Geral de Peritoró, mas morreu.
VERSÕES EM CONFLITO
A defesa sustenta legítima defesa e menciona laudo que indica disparos em sequência e de frente, sugerindo reação imediata. Já relato do 19º BPM atribuído ao comandante tenente-coronel Aguiar afirma que três tiros atingiram as costas, um o ombro e outro o braço do policial, indicando que ele teria sido alvejado por trás. Imagens de segurança mostram o prefeito deixando o local após os disparos.
SITUAÇÃO DO CARGO
Licenciado desde julho, João Vitor permanece afastado enquanto aguarda o julgamento.






