Alterar idade de mortos, antecipar datas de óbito e validar CPFs e títulos eleitorais falsos virou rotina em um escritório do INSS em Bacabal entre 2005 e 2007. Quase duas décadas depois, a Justiça Federal condenou dois ex-servidores a 8 anos e 4 meses de prisão cada, por ligações diretas com o esquema — decisão provocada por ação do MPF e sujeita a recurso.
O caso veio à tona após um relatório da APE-GR, ligado ao Ministério da Previdência, mapear 18 benefícios suspeitos. A partir daí, a Polícia Federal deflagrou a Operação Tríade, prendeu preventivamente três servidores e apreendeu dinheiro, documentos e mídias. Um dos investigados morreu durante o processo.
Na sentença, o Judiciário atribui a um dos ex-servidores 9 fraudes que geraram mais de R$ 2,5 milhões em prejuízo. A ex-servidora foi condenada por 7 concessões ilícitas, muitas delas sem a presença dos supostos beneficiários, totalizando mais de R$ 1,5 milhão em dano.
Além do regime fechado, os dois terão de arcar com 83 dias-multa (1/30 do salário mínimo da época por dia) e ressarcir ao menos R$ 327.465,05 aos cofres públicos.
Com informações do MPF






