Vídeo com criança usando vape gera ação do Conselho Tutelar em Açailândia

Adolescente publicou as imagens nas redes sociais e foi encaminhada para acompanhamento pela rede de proteção.
Vídeo com criança usando vape gera intervenção do Conselho Tutelar em Açailândia
Vídeo de criança usando cigarro eletrônico levou Conselho Tutelar a agir em Açailândia (Foto: Reprodução)

Um vídeo que circulou nas redes sociais levou o Conselho Tutelar a intervir em um caso envolvendo uma criança de apenas 2 anos no município de Açailândia, a cerca de 562 quilômetros de São Luís. As imagens mostram uma adolescente oferecendo um cigarro eletrônico à sobrinha, que aparece manuseando o dispositivo e inalando a fumaça.

O registro foi feito pela própria adolescente e divulgado em seu perfil pessoal, o que chamou a atenção de internautas e, posteriormente, das autoridades de proteção à infância. O uso de cigarros eletrônicos representa risco elevado à saúde, especialmente em crianças, por conter substâncias tóxicas associadas à dependência química e a danos físicos e mentais.

O caso chegou ao Conselho Tutelar na noite da última segunda-feira (5). Após tomar conhecimento do conteúdo do vídeo, o órgão iniciou imediatamente os procedimentos de apuração. Na manhã desta terça-feira (6), a família da criança foi localizada, notificada e recebeu atendimento dos conselheiros.

De acordo com o Conselho Tutelar, a família foi orientada sobre a gravidade da situação e os riscos envolvidos. A adolescente responsável pela gravação foi encaminhada à rede municipal de proteção e atendimento, onde passará a ser acompanhada conforme as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A venda e a distribuição de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, são proibidas no Brasil desde 2009 por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Apesar da restrição, esses produtos ainda circulam de forma irregular em diversas regiões do país.

Segundo a Anvisa, estudos científicos indicam que os dispositivos eletrônicos não ajudam a reduzir o consumo de nicotina e, ao contrário, podem estimular o início e a manutenção do tabagismo, ampliando os riscos à saúde.